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Por Mohammed Abbas
CAMPO AÉREO DE KANDAHAR, Afeganistão, 1o de novembro (Reuters) - Frustrados com o papel militar decrescente que estão exercendo no Iraque, à medida que entregam o controle para as forças de segurança iraquianas, muitos soldados americanos não veem a hora de entrar em ação na guerra no Afeganistão.
Quando chegam a esse país, porém, alguns se chocam com a violência crescente e as condições de vida relativamente espartanas.
O derramamento de sangue caiu acentuadamente no Iraque nos últimos dois anos, e as forças americanas estão reduzindo suas tropas e seus equipamentos no país. Muitos recursos militares americanos estão sendo transferidos para o Afeganistão, onde a contagem de mortos entre as forças da Otan lideradas pelos EUA teve um aumento grande nos meses recentes.
Com 53 mortos até 29 de outubro, o mês passado foi o mais mortífero para as forças americanas no Afeganistão desde o início da guerra contra o Taliban e seus aliados da Al Qaeda, oito anos atrás.
"Não vejo a hora de enfrentar o inimigo ativamente e destruí-lo. Neste momento o centro da ação está no Afeganistão, e é lá que precisamos estar", disse o sargento da artilharia Peter Dazo, falando em uma base aérea dos EUA no Kuweit.
Jovens, animados e engajados, outros soldados que aguardavam embarcar antes do amanhecer para seu primeiro turno de serviço no Afeganistão disseram que ficariam felizes em finalmente fazer uso de suas habilidades de batalha.
As tropas de combate dos EUA se retiraram dos centros urbanos do Iraque em junho, segundo o previsto em um pacto de segurança fechado entre os EUA e o Iraque que também prevê a retirada total até o final de 2011. Enquanto as tropas americanas passam mais tempo nas bases, as forças de segurança iraquianas estão assumindo a liderança.
"No Afeganistão eu vou poder fazer meu trabalho. No Iraque, não faço realmente o trabalho de um soldado de infantaria", disse o cabo Jason Fahrni.
As matanças sectárias desencadeadas pela invasão do Iraque liderada pelos EUA em 2003 diminuíram, mas ataques com bombas e tiros continuam a ser comuns -- duas explosões suicidas deixaram 155 mortos em Bagdá na semana passada. Mas as mortes de americanos caíram para níveis baixos recordes nos últimos meses.

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Reuters