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Funcionários das Nações Unidas e de outras agências protestam contra o corte salarial planejado de 7,5 por cento na ONU, em Genebra. 24/05/2017 REUTERS/Denis Balibouse

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Por Stephanie Nebehay

GENEBRA (Reuters) - Funcionários da Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra protestaram nesta quarta-feira contra uma proposta de corte de 7,5 por cento em seus salários anuais, o equivalente a quase um mês de pagamento, e convocaram uma greve caso a proposta seja implementada.

A proposta veio da Comissão do Serviço Público Internacional (ICSC), grupo independente de especialistas que pesquisaram o custo de vida em oito localizações da ONU.  

O grupo afirmou que o corte de salário para os funcionários baseados em Genebra, que deve entrar em vigor em agosto, os alinharia a seus colegas em Nova York, onde o poder de compra caiu.

Centenas do funcionários na sede europeia da ONU levantaram suas mãos para apoiar uma resolução que rejeita o plano e marcharam pelo prédio gritando "sem cortes de salários".

A resolução pede que agências da ONU tais como a Acnur e a Organização Mundial da Saúde (OMS) não implementem cortes de salários, além de pedir por "ações coletivas regulares, prolongadas e cada vez maiores incluindo protestos e paralisações de trabalho".

Alessandra Vellucci, porta-voz da ONU em Genebra, afirmou: "A ONU Genebra está levando muito a sério as ações propostas pelos sindicatos contra os possíveis cortes de salários. Estamos explorando, em colaboração com a sede da ONU, o melhor caminho adiante".

(Reportagem de Stephanie Nebehay)

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