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Homem passa diante de barcos após passagem do furacão Irma em Puerto Plata 8/9/2017 REUTERS/Ricardo Rojas

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Por Marc Frank

HAVANA (Reuters) - O furacão Irma passou a ameaçar as Bahamas e Cuba nesta sexta-feira enquanto ruma para o Estado norte-americano da Flórida depois de assolar o Caribe com ventos devastadores, matar 21 pessoas e deixar uma destruição catastrófica em seu rastro.

Com a proximidade do Irma, uma das tempestades mais fortes no Atlântico em um século, o governador da Flórida, Rick Scott, emitiu um alerta severo para que os moradores se retirem se estiverem em zonas de desocupação.

"Nosso tempo está acabando. Se você está em uma zona de desocupação, precisa partir agora. Esta é uma tempestade catastrófica, como nosso Estado nunca viu", disse Scott aos repórteres, acrescentando que os efeitos da tempestade serão sentidos de costa a costa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em uma declaração em vídeo que o Irma é "uma tempestade de potencial destrutivo absolutamente histórico" e pediu que as pessoas obedeçam as recomendações das autoridades do governo e de policiais.

O fenômeno se encontrava cerca de 360 quilômetros a leste de Caibarién, no litoral centro-norte de Cuba, e 610 quilômetros a sudeste de Miami, relatou o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês) em um aviso emitido às 15h no horário de Brasília.

As condições do furacão estavam se estendendo a oeste, sobre partes de Cuba e do centro das Bahamas.

A tempestade atingiu as Ilhas Turcas e Caicos depois de encharcar o extremo norte da República Dominicana e do Haiti.

O furacão "extremamente perigoso" foi rebaixado da rara categoria 5, a mais alta da escala, para a 4 no começo desta sexta-feira, mas ainda gerava ventos de até 250 quilômetros por hora, disse o NHC.

O Irma deve causar inundações costeiras ameaçadoras de até seis metros no sudeste e no centro das Bahamas, e de até 3 metros em partes do litoral norte cubano.

A previsão é que a tempestade se abata sobre o sul da Flórida no domingo.

Cuba, onde o governo comunista costuma fazer preparativos rigorosos quando a ilha é ameaçada por tempestades, ficou quase sem atividade quando o Irma começou a subir pela costa norte vindo pelo mar no sentido leste-oeste.

As escolas e a maioria dos negócios fecharam, centenas de milhares de pessoas foram retiradas e os serviços de trens, ônibus e voos domésticos ao redor da ilha foram cancelados.

O Irma deve atingir os EUA uma quinzena depois de o furacão Harvey fazer grandes estragos no Texas e na Louisiana, matando cerca de 60 pessoas.

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Reuters