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Por Jan Strupczewski
ST. ANDREWS, Escócia (Reuters) - O grupo de 20 ministros de finanças e de representantes de bancos centrais prometeu neste sábado preparar estratégias para encerrar apoio emergencial a suas economias mas manterá a ajuda fluindo até que a recuperação seja garantida.
As maiores economias do mundo --União Européia, Estados Unidos e Japão-- devem sair ou já saíram da recessão no terceiro trimestre.
Esse fato tem gerado discussão sobre quando deverá ser iniciado o corte dos trilhões de dólares em apoio governamental criado para economias abaladas pela pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.
Autoridades das 20 maiores nações desenvolvidas e emergentes afirmaram no fim das discussões na cidade escocesa de St. Andrews que apesar da economia ter melhorado, a recuperação ainda está frágil e dependente de apoio público.
"Apesar de continuarmos a fornecer apoio à economia até que a recuperação seja assegurada, nós também nos comprometemos em desenvolver novas estratégias para administrar a retirada de nossas medidas macroeconômicas e financeiras extraordinárias", afirmou o grupo.
Mas alguns bancos centrais como o Banco Central Europeu já tomaram os primeiros passos para deixarem o apoio à crise de liquidez e o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, afirmou neste sábado que o Federal Reserve tem planos semelhantes.
"Nós tivemos uma ocasião para dizer nosso entendimento sobre a eliminação progressiva das medidas não convencionais que foram decididas em ambos os lados do Atlântico e também por outros bancos centrais", afirmou Trichet a jornalistas.
"E parece também que no outro lado do Atlântico o mesmo tipo de retirada gradual das medidas é vislumbrado", acrescentou.
"Todos nós, segundo o meu entendimento, afirmamos que quando for necessário e onde for necessário, haverá retirada gradual das medidas não convencionais... Todos os bancos centrais, e certamente o BCE, estão fazendo tudo o que é necessário, mas não mais que o necessário", disse Trichet.
MARCA-PASSO
Enquanto o BCE não dispersou expectativas do mercado de que vai eliminar suas operações de liquidez de um ano em 2010, o Banco da Inglaterra estendeu seu programa de quantitative easing, mas num ritmo mais lento.
Países europeus, encorajados por estimativas positivas de crescimento para os próximos dois anos, estão considerando 2011 como o prazo final para o lançamento de profundos cortes de déficits para trazer suas finanças de volta ao controle e afastarem-se de enormes dívidas para as futuras gerações.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, deixou claro que é muito cedo para remover apoio público para a economia.
"Se colocarmos o pé no freio muito rapidamente vamos enfraquecer a economia e o sistema financeiro. O desemprego vai subir, mais empresas vão quebrar, o déficit orçamentário vai crescer e o custo final da crise será maior", disse ele em comunicado após o fim do encontro do G20.
"Com o crescimento agora surgindo e as chamas no sistema financeiro apagando, o desafio está mudando. O primeiro estágio foi o resgate de emergência", disse Geithner. "A próxima fase é catalizar a demanda privada e o investimento privado. Isso vai exigir continuação das políticas de apoio."
O Federal Reserve prometeu manter juros dos EUA em níveis extremamente baixos por um "período prolongado" e a maioria dos analistas espera que a autoridade monetária mantenha as taxas próximas de zero até meados de 2010 ou após esse ano.
Mas alguns instrumentos emergenciais de liquidez, como voltados para commercial papers, estão acabando conforme os mercados melhoram.

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Reuters