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Por Matt Robinson e Stephanie Nebehay
TBILISI/GENEBRA (Reuters) - A Geórgia acusou a Rússia nesta quarta-feira de tentar agravar as tensões bilaterais ao deter cidadãos georgianos na costa do mar Negro, perto da região separatista da Abkházia.
Um porta-voz da chancelaria russa confirmou que guardas de fronteira detiveram cinco pessoas na terça-feira por pescarem ilegalmente, mas disse que todas eram cidadãs da Abkházia, uma região que Moscou agora considera ser um país independente, e não mais parte da Geórgia.
Esse porta-voz disse que os guardas agiram "em total concordância com acordos russo-abkházios", pelo qual a guarda costeira russa patrulhas as águas da Abkházia.
Vários georgianos foram detidos fugazmente nas últimas semanas, especialmente na Ossétia do Sul, outra região separatista, epicentro da guerra de cinco dias entre Geórgia e Rússia no ano passado.
A chancelaria georgiana acusou as forças russas de terem "sequestrado" cinco cidadãos seus em águas territoriais georgianas.
"O Kremlin emprega tais métodos a fim de agravar a situação nos territórios adjacentes às regiões ocupadas da Geórgia e para fornecer todas as pré-condições para empurrar o conflito para um estágio 'quente'", disse o ministério.
A Rússia disse que o incidente ocorreu 18 quilômetros ao sul de Ochamchira, na costa da Abkházia.
Autoridades da Rússia, da Geórgia e das duas regiões separatistas se reuniram na quarta-feira em Genebra para a oitava rodada das discussões de segurança mediadas pela ONU, pela União Europeia e pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa.
Em nota divulgada após a reunião, os mediadores disseram que a situação de segurança na região continua "relativamente estável", mas que há preocupação com as detenções e suas consequências.
As forças russas controlam as fronteiras da Abkházia e da Ossétia do Sul desde agosto do ano passado, quando Moscou reprimiu a tentativa georgiana de retomar o controle desses protetorados russos.
As delegações de Moscou e Tbilisi voltam a se reunir em Genebra em 28 de janeiro.

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Reuters