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Ator George Clooney. 12/09/2016 REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Sebastien Malo

NOVA YORK (Thomson Reuters Foundation) - O surto de fome do Sudão do Sul poderia acabar se os líderes mundiais agissem para impedir os políticos locais de travarem disputas e desperdiçar fundos que poderiam ajudar a alimentar a população, disse o ator George Clooney em um artigo.

Descrevendo a fome como "obra do governo", Clooney disse que a elite política do Sudão do Sul está atiçando tensões étnicas para construir fortunas no país rico em petróleo.

Uma guerra civil irrompeu em 2013, depois que um desentendimento entre o presidente, Salva Kiir, e seu ex-vice-presidente, Riek Machar, degenerou em um confronto militar.

O conflito lançou os militares de Kiir, da etnia dinka, contra forças leais a Machar, um nuer.

Estima-se que quase metade da população, ou cerca de 5,5 milhões de pessoas, irão ficar sem uma fonte de alimentos confiável até julho. No mês passado, a Organização das Nações Unidas (ONU) disse que partes do país já estão sofrendo um surto de fome.

No artigo publicado na quinta-feira no Washington Post, Clooney pediu para que se "estrangule os fluxos financeiros ilícitos dos cleptocratas".

"Mesmo que o mundo esteja reagindo ao surto de fome, é hora de também lidar com as causas centrais", escreveu o ator, que coassinou o texto com John Prendergast, ativista de direitos humanos e escritor.

Reuters