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Defensores do governador de Jacarta, Basuki Tjahaja Purnama, conhecido como Ahok, protestam do lado de fora da prisão de Cipinang, para onde ele foi levado após ser condenado por blasfêmia, na Indonésia. 09/05/2017 REUTERS/Darren Whiteside

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Por Fergus Jensen e Fransiska Nangoy

JACARTA (Reuters) - O governador cristão de Jacarta foi condenado a dois anos de prisão por blasfêmia contra o islã nesta terça-feira, uma decisão mais dura que o esperado que está sendo vista como um golpe contra a tolerância religiosa na Indonésia, a maior nação de maioria islâmica do mundo.

O veredicto de culpa vem em meio a preocupações sobre a crescente influência de grupos islâmicos na Indonésia, que organizaram uma demonstração em massa durante uma tumultuosa campanha de eleição que terminou com Basuki Tjahaja Purnama sendo derrotado em sua campanha à reeleição como governador.

O presidente Joko Widodo era um aliado de Purnama, um cristão de etnia chinesa que é popularmente conhecido como "Ahok", e o veredicto será um retrocesso para um governo que tem tentado reprimir grupos radicais e tranquilizar as preocupações de investidores de que os valores seculares do país estariam em risco.

Enquanto milhares de defensores e adversários do governador esperavam do lado de fora, o principal juiz da corte de Jacarta, Dwiarso Budi Santiarto, disse que foi "considerado (que Purnama) conduziu legitimamente e convincentemente um ato criminal de blasfêmia, e por causa disso nós impusemos um aprisionamento de dois anos".

(Reportagem adicional de Gayatri Suroyo, Darren Whiteside, Tom Allard e Agustinus Beo Da Costa)

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