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Governador do Estado norte-americano da Flórida, Rick Scott, durante pronunciamento na Casa Branca, em Washington 29/09/2017 REUTERS/Joshua Roberts

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(Reuters) - O governador do Estado norte-americano da Flórida, Rick Scott, declarou estado de emergência na segunda-feira em antecipação a um discurso de um líder nacionalista branco programado para esta semana na Universidade da Flórida, de forma a liberar recursos para lidar com possíveis episódios de violência.

Manifestações de neonazistas e nacionalistas brancos em Charlottesville, na Virgínia, em agosto, provocaram confrontos de rua violentos com manifestantes contrários. Após a confusão, quando estes últimos já se dispersavam, um homem de 20 anos que autoridades disseram ter expressado simpatia com nazistas lançou o carro sobre a multidão e matou uma mulher de 32 anos.

"Este decreto estadual é uma medida adicional para fazer com que a Universidade da Flórida e a comunidade inteira estejam preparadas, de forma que todos fiquem seguros", disse Scott em um comunicado.

No decreto, o governador disse existir a necessidade de implantar um plano de segurança coordenado entre agências locais e estaduais antes do discurso de Richard Spencer em Gainesville, na quinta-feira. Spencer lidera um grupo nacionalista branco.

Autoridades da Universidade da Flórida não estavam disponíveis de imediato para comentar. Segundo reportagens da mídia local, a escola recebeu a ameaça de que seria sujeita a uma ação civil se tentasse impedir a fala de

Spencer.

De acordo com o jornal Orlando Sentinel, Spencer disse que a declaração de estado de emergência foi "lisonjeira", mas "muito provavelmente exagerada".

Em uma mensagem de vídeo divulgada nesta semana, o presidente da Universidade da Flórida, Kent Fuchs, instruiu os alunos a manterem distância, não dar atenção a Spencer e ignorar sua "mensagem de ódio".

"Os valores de nossas universidades não são compartilhados pelo senhor Spencer. Nossos campi são lugares onde pessoas de todas as raças, origens e religiões são bem-vindas e tratadas com amor", afirmou, acrescentando que a lei o obrigou a permitir o discurso.

"Nós nos recusamos a ser definidos por este evento. Superaremos esta ameaça externa a nosso campus e nossos valores", disse Fuchs.

(Por Jon Herskovitz em Austin, Texas)

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Reuters