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BEIRUTE (Reuters) - Uma base aérea síria que foi alvo de ataque de mísseis de cruzeiro dos Estados Unidos está operando novamente, confirmou neste sábado o governador da província síria de Homs.

Os Estados Unidos lançaram os mísseis na sexta-feira em resposta a um ataque químico que matou 90 pessoas, incluindo 30 crianças, na Síria. Os EUA dizem que o governo sírio realizou o ataque a partir da base aérea de Shayrat. Damasco nega firmemente ter realizado o ataque e diz não utilizar armas químicas.

    O exército sírio informou na sexta-feira que o ataque causou danos extensivos à base, que os Estados Unidos dizem ter atacado com 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk.

     "O aeroporto está operando em uma primeira fase", disse o governador de Homs, Talal Barazi, à Reuters. "Aviões decolaram dele", acrescentou, sem dizer quando.

Perguntado se é verdade que aviões sírios estão decolando de Shayrat ou que a base aérea esteja funcionando, um porta-voz do Pentágono encaminhou perguntas ao governo sírio.

    O Observatório Sírio para Direitos Humanos, organização sediada no Reino Unido que monitora a guerra, relatou que aviões de guerra decolaram da base na sexta-feira e realizaram ataques aéreos contra áreas tomadas por rebeldes no lado rural oriental de Homs.

Um ativista de um serviço de alerta de ataques aéreos da oposição disse, no entanto, que o primeiro voo da base foi feito na manhã deste sábado.

    O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu em publicação no Twitter que a pista de pouso e decolagem em si não foi alvo do ataque a mísseis.

"A razão pela qual você geralmente não atinge pistas é que elas são fáceis e baratas de serem consertadas rapidamente”, Trump.

Uma fonte militar sênior na aliança que luta em apoio ao presidente sírio, Bashar al-Assad, disse que a base aérea foi majoritariamente esvaziada graças a um alerta da Rússia, que enviou forças militares à Síria em apoio a Assad.

    A fonte militar sênior, que não é síria, disse que somente alguns caças fora de serviço foram destruídos.

Os Estados Unidos alertaram a Rússia antes do ataque.

Assad também é apoiado na guerra pelo Irã e o grupo libanês Hezbollah, e outros grupos apoiados pelo Irã.

O Pentágono informou que os mísseis tinham como alvo aviões, abrigos de aeronaves, áreas de armazenamento logístico e de petróleo, bunkers de suprimento de munição, sistemas de defesa aérea e radares.

Mais cedo, a almirante dos Fuzileiros Navais dos Estados Unidos Michelle Howard afirmou durante evento na Alemanha que o ataque norte-americano havia destruído os meios de entrega de armas químicas a partir da base e que as forças militares norte-americanas continuam prontas para realizar mais ataques caso necessário.

(Reportagem de Kinda Makieh, em Damasco; Laila Bassan e Tom Perry, em Beirute; Yeganeh Torbati, em Washington)

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