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SANAA (Reuters) - O governo do Iêmen ofereceu no sábado renunciar dentro de um mês e rever a impopular decisão de cortar os subsídios aos combustíveis, em uma na tentativa de pôr fim aos protestos do movimento xiita Houthi, disse à Reuters uma fonte do governo.

Dezenas de milhares de iemenitas se concentraram na capital Sanaa na sexta-feira em um protesto convocado por xiitas houthis para exigir a renúncia do governo e a reversão dos cortes dos subsídios.

A manifestação ocorreu no final de uma semana de manifestações que aumentaram a pressão sobre o presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, que tem lutado para manter a ordem no país aliado dos Estados Unidos e que faz fronteira com Arábia Saudita, grande exportador de petróleo.

A fonte, que é do comitê presidencial do Iêmen, disse que autoridades entregaram aos houthis um projeto de proposta que inclui a oferta para formar um novo governo dentro de um mês e criar uma comissão econômica para rever a questão dos subsídios aos combustíveis.

"Esta proposta terá efeito em troca dos houthis retirarem seus acampamentos de Sanaa. Eles podem responder ou deixar a capital se as negociações falharem", disse a fonte.

Não houve resposta imediata dos houthis, que têm lutado por anos para obter mais poder para sua seita xiita Zaydi no norte do Iêmen.

No entanto, outra fonte do comitê presidencial disse à Reuters que haviam recebido uma resposta positiva dos houthis e que seria realizada uma reunião com representantes do grupo mais tarde no sábado.

"Nós vamos nos encontrar com eles novamente hoje à noite e a assinatura do acordo será amanhã de manhã", disse a fonte.

A indignação pública com os cortes de subsídios ajudou a levar as pessoas para as ruas, exigindo a participação em um futuro governo do país de maioria sunita que se move na direção de um sistema federal que dá mais poder para as regiões.

(Por Mohamed Ghobari)

Reuters