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Por Julia Edwards Ainsley

WASHINGTON (Reuters) - Mulheres e crianças cruzando juntos ilegalmente para os Estados Unidos poderiam ser separadas pelas autoridades norte-americanas de acordo com uma proposta sendo considerada pelo Departamento de Segurança Interna, segundo três autoridades do governo.

Parte do objetivo da proposta é inibir mães de migrarem para os Estados Unidos com os seus filhos, disseram as autoridades, que receberam um briefing a respeito do projeto.

A mudança da política permitiria ao governo manter os pais sob custódia enquanto eles contestam uma deportação ou esperam pelas sessões para pedido de asilo. As crianças seriam colocadas sob custódia protegida com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos, num “ambiente de restrição mínima”, até elas poderem ficar sob os cuidados de um parente nos EUA ou de um guardião indicado pelo Estado.

Atualmente, famílias contestando a deportação ou requerendo asilo saem geralmente da detenção de forma rápida e podem permanecer nos EUA até que os seus casos sejam resolvidos. Uma sentença de uma corte de apelações federal impede a detenção prolongada de crianças.

O presidente Donald Trump tem defendido um fim para a chamada prática de “pegar e liberar”, na qual migrantes que cruzam ilegalmente são liberados para ficar nos EUA enquanto aguardam os procedimentos legais.

Duas das autoridades foram informadas sobre a proposta por John Lafferty, chefe da área de asilo dos Serviços de Imigração dos EUA, num evento em 2 de fevereiro.

Uma terceira autoridade do Departamento de Segurança Interna disse que o departamento está considerando separar mulheres e crianças, mas não havia ainda tomado uma decisão.

O departamento e a Casa Branca não responderam os pedidos para comentar a informação.

A política permitiria ao departamento deter os pais e ao mesmo tempo cumprir a decisão da corte de apelações de que crianças imigrantes devem ser liberadas da detenção o mais rápido possível. A decisão não estabeleceu como exigência a libertação dos pais.

A nova política “poderia criar um trauma psicológico contínuo”, disse Marielena Hincapie, diretora de um centro sobre legislação sobre migração. Segundo ela, é provável que o governo enfrente recursos legais se decidir implementar a política.

Reuters