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Por Toni Vorobyova e Anna Willard
SAINT ANDREWS, Escócia (Reuters) - O ministro britânico das Finanças, Alistair Darling, instou seus colegas do G20 neste sábado a aceitar um acordo de 100 bilhões de dólares para lidar com a questão climática, enquanto as nações em desenvolvimento se mantêm firmes na posição de não discutir o assunto.
Darling é o anfitrião do terceiro encontro de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 na Escócia, para discutir a economia global e criar um arcabouço para evitar novas crises.
A Grã-Bretanha também está determinada a levar adiante uma meta ambiciosa para arcar com os custos das mudanças climáticas até 2020, às vésperas da cúpula do meio ambiente em Copenhague no mês que vem.
"Acho que é imperativo que ao final deste dia tenhamos mostrado progressos reais", disse Darling no início das conversas de sábado. "Se não houver um acordo sobre a questão financeira, o acordo de Copenhague será muito, muito mais difícil."
Mas não parecia haver muitas chances de avanço, já que muitos países emergentes questionam até mesmo se a questão deveria estar sendo discutida no G20, como fizeram na reunião em Londres em setembro.
"O ponto é se falamos sobre isso ou não. A Grã-Bretanha está bastante motivada, mas há algumas objeções fortes. Os mercados emergentes dizem que a questão não deveria ser debatida por razões técnicas, que o G20 não é o fórum adequado", disse uma autoridade francesa.
Outra fonte afirmou que os europeus, sobretudo a Grã-Bretanha e o presidente sueco da União Europeia, fazem pressão para que a mudança climática seja mencionada no comunicado final, mas estão "batendo no muro do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China)".
Um encontro de 175 nações da Organização das Nações Unidas (ONU) em Barcelona também terminou na sexta-feira com poucos avanços para um acordo climático global, mas definiu opções para ajudar os pobres a se adaptar à mudança climática, compartilhar tecnologia e cortar emissões do desflorestamento.
A reunião expôs uma divisão persistente entre países ricos e pobres a respeito da divisão dos cortes de emissões de gás estufa como parte do esforço para evitar secas, queimadas, extinção de espécies e elevação das marés.
Cerca de 40 líderes mundiais planejam ir a Copenhague em dezembro para melhorar as chances de obter um acordo climático da ONU, disse a organização.
Darling admitiu ser improvável chegar a um acordo sobre uma cifra para os custos das mudanças climáticas, mas disse ser preciso obter algum avanço para enviar a mensagem correta.
"Haverá discussões sobre o clima, não conseguimos concordar sobre nada. Mas algo deve ser concluído no comunicado final, senão será um escândalo. A Grã-Bretanha está muito empenhada", disse à Reuters um membro da delegação russa.

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Reuters