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LONDRES (Reuters) - A Grã-Bretanha vai dizer às empresas Google, Facebook, Twitter e Microsoft para fazer mais para impedir que extremistas postem conteúdo em suas plataformas e usem serviços de mensagens criptografadas para planejar ataques.

A ministra do Interior britânica, Amber Rudd, disse no domingo que as empresas de tecnologia deveriam deixar de oferecer um "lugar secreto para terroristas se comunicarem", após Khalid Masood ter enviado mensagens criptografadas momentos antes de matar quatro pessoas semana passada num ataque perto do Parlamento britânico.

Rudd convocou uma reunião com as empresas de internet para convencê-las a fazer mais para bloquear conteúdo extremista em plataformas como Facebook e YouTube, do Google, mas um porta-voz do governo disse que a criptografia também está na agenda.

"A mensagem é que o governo acha que há mais o que elas (empresas) podem fazer em relação ao material extremista e de ódio e é disso que eles estão falando", disse o porta-voz da primeira-ministra nesta quinta-feira.

Os gigantes de internet dos EUA estão correndo no último ano para mostrar que estão fazendo mais para remover material extremista de seus sites, mas argumentam que não há bala de prata técnica que possa corrigir o problema.

Facebook e Google não quiseram comentar antes da reunião. Microsoft e Twitter não responderam imediatamente às solicitações de comentários.

A Grã-Bretanha está dando novos poderes para a polícia e os serviços de segurança sob a Lei de Poderes de Investigação promulgada no ano passado.

A lei tem disposições para forçar empresas de tecnologia a ajudar as agências de aplicação da lei a ignorar a criptografia, sempre que possível, e manter registros de sites visitados por seus clientes, atualizando décadas de vigilância leis.

O governo disse que apoia o uso da criptografia em muitos serviços comerciais e de consumo, mas também exigiu efetivamente que os policiais tenham acesso privilegiado para decodificar conversas extremistas criptografadas.

Especialistas técnicos são quase unânimes em afirmar que mudanças em sistemas criptografados enfraquecerão a segurança para todos os usuários da web, uma vez que as aberturas usadas pela polícia serão eventualmente exploradas por criminosos cibernéticos ou espiões estrangeiros.

(Reportagem de Paul Sandle, Eric Auchard e Kylie MacLellan)

Reuters