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PEQUIM (Reuters) - Duas pessoas morreram, incluindo uma que cometeu suicídio em protesto na prisão, e muitas mais estão em custódia após a polícia ter aberto fogo contra uma manifestação numa região tibetana da China na semana passada, disseram grupos de direitos humanos. 

O protesto irrompeu por conta da prisão de um respeitado líder local do vilarejo de Ganzi, na província de Sichuan, onde por vezes acontecem protestos do Tibet contra o domínio chinês.

A Campanha Internacional pelo Tibet, um grupo sediado nos EUA, disse na noite de segunda-feira, citando diversas fontes tibetanas, que das 10 pessoas feridas nas manifestações, duas haviam morrido desde então. 

Uma se matou, na cadeia, em protesto contra a repressão, e outro homem morreu por conta dos ferimentos, disse o grupo. 

Após a manifestação, todos os homens do vilarejo maiores de 12 anos foram presos separadamente de alguns homens mais velhos, disse o grupo. 

“Esta notícia alarmante indica que as autoridades nesta área estão aparentemente agindo com completa e perigosa imunidade”, disse Matteo Mecacci, presidente da Campanha Internacional pelo Tibet.

“Não apenas foi utilizada força letal novamente para suprimir uma manifestação pacífica, mas agora dois tibetanos morreram em circunstâncias horríveis na prisão."

Outro grupo, o Free Tibet, com sede na Grã-Bretanha, disse que, além das duas mortes, alguns tibetanos que haviam sido feridos e levados para um hospital foram, depois, levados para detenção e tiveram tratamento médico negado. 

O grupo disse que foram cerca de 200 detidos.

Pedidos de comentários para a polícia em Ganzi não foram respondidos. 

(Por Ben Blanchard)

Reuters