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Por Joseph Guyler Delva

PORTO PRÍNCIPE, Haiti (Reuters) - O Haiti pretende começar a recrutar pessoas para um Exército pequeno e recém-reformulado, disse o ministro da Defesa na terça-feira, mas críticos questionaram a necessidade de tal força em um país pobre com um histórico de golpes militares.

O governo espera recrutar menos de 500 soldados, cujas tarefas irão incluir a reconstrução necessária devido a desastres naturais e o monitoramento das fronteiras para impedir o contrabando, explicou Hervé Denis à Reuters em uma entrevista.

"Eu estava planejando recrutar 500 no primeiro recrutamento, mas agora, por causa de problemas orçamentários, temos que reduzir os números", disse. "Estamos esperando a votação do orçamento para determinar quantos iremos recrutar de fato."

A votação deve ocorrer nos próximos meses.

O ex-presidente Jean-Bertrand Aristide desmontou o Exército haitiano em 1995, após um golpe militar.

O presidente anterior, Michel Martelly, elaborou um plano para uma força militar pequena em 2011. Os clamores de políticos por um Exército ampliado vêm crescendo devido à partida, marcada para outubro, de uma missão de 13 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), que teve liderança militar do Brasil, cuja função foi restaurar a estabilidade depois de um segundo golpe contra Aristide em 2004.

Mas o orçamento do Haiti é apertado e críticos dizem que o governo deveria concentrar seus recursos na força policial nacional de duas décadas de existência, que conta com cerca de 15 mil agentes.

"O Haiti não precisa de um Exército", disse Mario Joseph, advogado de direitos humanos e um dos advogados de Aristide. "Precisamos usar o pouco dinheiro que o Haiti tem racionalmente... o Haiti não consegue nem cuidar da polícia com o orçamento nacional."

(Reportagem e redação adicional de Makini Brice)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702)) REUTERS AC

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