Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Passagem de fronteira de Rafah, entre o Egito e a Faixa de Gaza 01/11/2017REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

(reuters_tickers)

Por Nidal al-Mughrabi

GAZA (Reuters) - O grupo islâmico Hamas começou a entregar o controle das passagens de fronteira da Faixa de Gaza com Israel e o Egito ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, nesta quarta-feira, conforme um acordo mediado pelo Cairo para acabar com uma divisão interna de uma década entre os palestinos.

A medida representou a implantação mais concreta do acordo de reconciliação de 11 de outubro, que os palestinos torcem para amenizar as restrições econômicas impostas a Gaza e permitir negociações mais frutíferas para seu objetivo de criar um Estado independente.

Israel e os EUA têm reservas quanto ao pacto dos palestinos, dada a recusa do Hamas --que lutou três guerras com os israelenses desde que assumiu o comando de Gaza das mãos de Abbas em 2007-- a abrir mão de seus foguetes e outras armas.

Testemunhas disseram que funcionários da Autoridade Palestina, de Abbas, que tem apoio dos Estados Unidos, foram para as passagens de Erez e Kerem Shalom, na fronteira com Israel, e para a passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, e que suas contrapartes do Hamas empacotaram equipamentos e partiram de caminhão.

Em Rafah, grandes murais de Abbas e do presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, decoravam as entradas do salão de passaportes, e bandeiras palestinas e egípcias tremulavam sobre o complexo.

Citando preocupações com a segurança, Israel mantém restrições severas à movimentação de pessoas e bens nas passagens que compartilha com a Faixa de Gaza, incluindo uma proibição quase total a exportações do território.

O Egito, que já chegou a acusar o Hamas de auxiliar uma insurgência islâmica em sua península do Sinai, que faz fronteira com Gaza, manteve a passagem de Rafah fechada em grande parte. O Hamas nega as alegações e reforçou a segurança ao longo da divisa.

Ministros do governo de consenso nacional apoiado por Abbas começaram a se encarregar gradualmente de suas funções em Gaza nas últimas semanas, e na terça-feira assumiram as contas das rendas das passagens de Rafah e Kerem Shalom, disseram autoridades.

O Hamas usava essas rendas --impostos e taxas cobrados de mercadores e passageiros-- como parte de seu orçamento para Gaza para pagar os salários dos 40 mil a 50 mil funcionários que contratou desde 2007. Agora estes salários serão pagos pela Autoridade Palestina, mediante o acordo do Cairo.

O Hamas também mantém uma facção armada, que analistas afirmam contar com ao menos 25 mil combatentes bem equipados.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.










Reuters