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Holanda abre investigação sobre crimes de guerra por queda de avião

Membros do Ministério de Emergências da Ucrânia trabalham no local do acidente do avião da Malaysia Airlines na Ucrânia. 21/7/2014. REUTERS/Maxim Zmeyev reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 21. julho 2014 - 15:52

AMSTERDÃ (Reuters) - Promotores holandeses abriram uma investigação relacionada ao voo MH-17 da Malaysia Airlines sobre suspeitas de crimes de guerra, assassinatos e abate intencional de um avião de passageiros, disse um porta-voz nesta segunda-feira.

De acordo com o Direito Criminal Internacional, a Holanda pode processar qualquer indivíduo que tenha cometido um crime de guerra contra um cidadão holandês. Das 298 pessoas mortas na queda do avião malaio na Ucrânia, 193 eram cidadãos holandeses.

O porta-voz disse que um promotor público holandês está na Ucrânia como integrante da investigação.

Enquanto isso, o premiê holandês, Mark Rutte, ameaçou tomar atitudes mais duras contra a Rússia se não fizer mais para ajudar.

"Está claro que a Rússia deve usar sua influência sobre os separatistas para melhorar a situação no solo", disse Rutte a uma comissão do parlamento holandês.

"Se nos próximos dias o acesso às áreas do desastre continuar inadequado, então todas as opções políticas, econômicas e financeiras estão na mesa contra quem seja diretamente ou indiretamente responsável", disse ele.

Os comentários do premiê marcam uma mudança de tom em relação ao dito em dias anteriores, quando ele ressaltou a importância de assegurar os fatos antes de apontar os responsáveis.

Rutte prometeu aos parlamentares nesta segunda-feira que não deixaria de tomar medidas mais duras, caso se confirme a responsabilidade pela queda do avião.

Os comentários de Rutte foram feitos após dias de pressão por uma ação mais dura do governo holandês contra a Rússia.

(Reportagem de Thomas Escritt)

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