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Por Gustavo Palencia
TEGUCIGALPA (Reuters) - Honduras tenta convencer observadores internacionais a supervisionar as eleições deste mês na tentativa de dar legitimidade ao pleito, questionado no exterior pelo fato de o presidente deposto Manuel Zelaya não ter voltado ao poder para concluir seu mandato.
A Organização dos Estados Americanos (OEA), que tradicionalmente envia observadores a eleições no continente, descartou o envio de uma missão a Honduras para a eleição de 29 de novembro, e disse que não reconhecerá o vencedor se Zelaya não voltar ao poder.
O Centro Carter, que em agosto pôs em dúvida a possibilidade de uma eleição justa, também não anunciou até agora o envio de uma missão sua.
Um juiz do Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) disse nesta sexta-feira que Honduras prevê a presença de 600 a 800 observadores no dia da eleição, mas não esclareceu de quais países e quantos já confirmaram a participação.
"Estamos esperando um ex-presidente da República, congressistas, governadores, representantes de organismos eleitorais de vários países, funcionários de governos", disse à Reuters o juiz David Matamoros.
A classe empresarial, que apoiou o golpe de 28 de junho contra Zelaya, disse estar convidando líderes empresariais da América Latina, além de intelectuais e "pessoas respeitáveis" não identificadas, para participar da observação.
"Para nós é importante a observação internacional, não só da OEA, embora digam que não virão", disse à Reuters o presidente do Conselho Hondurenho da Empresa Privada, Amílcar Bulnes.
"Por isso nossa organização convidou líderes não só empresariais, mas de outras especialidades, para que observem esse processo que o povo hondurenho promove", acrescentou.
Ao contrário do que dizem a OEA e Zelaya, que foi deposto por suas tentativas de disputar um novo mandato, um funcionário do Departamento de Estado norte-americano esteve nesta semana em Honduras e afirmou que a eleição é parte da solução.
Apesar da ameaça de que o vitorioso não terá reconhecimento internacional, os candidatos mantêm suas campanhas, mas os comícios têm escassa participação, e os seguidores de Zelaya ameaçam boicotar a votação.
Um fator que pode inibir a presença de observadores são os atentados contra políticos e as explosões na capital e em outras cidades, cada vez mais comuns. O governo de facto redobrou as medidas de segurança no país, principalmente em torno dos candidatos presidenciais.
Na noite de quinta-feira, uma granada explodiu em Tegucigalpa, sem deixar feridos.

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Reuters