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Manifestante segura guarda-chuva com estampa de arco-íris durante parada LGBT, em Hong Kong 08/11/2014 REUTERS/Tyrone Siu

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Por Venus Wu

HONG KONG (Reuters) - Hong Kong sediará os Jogos Gays de 2022, derrotando candidaturas de cidades dos Estados Unidos e do México e se tornando a primeira metrópole da Ásia a acolher o evento esportivo e cultural.

A vitória chega no momento em que movimentos de direitos dos gays de outras partes do continente ganham força. Neste ano, o Tribunal Constitucional de Taiwan declarou que os casais de mesmo sexo têm direito a se casar legalmente, o primeiro veredicto do tipo na região.       

A Federação dos Jogos Gays (FGG, na sigla em inglês) preferiu Hong Kong a Guadalajara e Washington em uma votação ocorrida em Paris na segunda-feira.

Um número recorde de 17 cidades expressou interesse em sediar os Jogos Gays de 2022, 13 delas nos EUA.

"O impacto que os Jogos Gays têm nas cidades-sede é incrível em termos de cultura, esporte, impacto econômicos, história e, o mais importante, em elevar todas as questões de igualdade LGBT+", disse a FGG em um comunicado.

Os jogos são promovidos como a maior congregação LGBT global de esportes e cultura -- mas os participantes não têm que ser gays, disseram os organizadores.

Os defensores da candidatura de Hong Kong descreveram os jogos como uma conquista para o status da comunidade LGBT da cidade.

"Este é um grande passo adiante para a própria Hong Kong conseguir conquistar estes jogos mundiais... e também é um grande passo para a inclusão da diversidade", disse Alfred Chan, presidente do conselho da Comissão de Oportunidades Iguais de Hong Kong, uma entidade estatutária que apoio a candidatura.

Hong Kong, ex-colônia britânica cosmopolita, voltou ao controle chinês em 1997 mediante a fórmula "um país, dois sistemas", que promete um alto grau de autonomia e liberdades inexistentes na China continental.

Embora a discriminação baseada na orientação sexual seja ilegal, o casamento gay não é reconhecido no território.

O governo não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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Reuters