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Por Alana Wise e Nelson Wyatt

NOVA YORK/MONTREAL (Reuters) - O chefe da principal organização de transporte aéreo internacional condenou os Estados Unidos e o Reino Unido nesta terça-feira por terem proibido alguns aparelhos eletrônicos em voos de um grupo de países de maioria muçulmana, criticando a política como um ato em direção a “fronteiras mais restritas e ao protecionismo”.

Alexandre de Juniac, diretor-geral e chefe-executivo da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), questionou a eficácia do banimento de eletrônicos maiores que um telefone celular, em um discurso no Conselho de Montreal de Relações Internacionais.

As restrições, anunciadas na semana passada, atingem voos diretos para os Estados Unidos e o Reino Unido de alguns aeroportos de Oriente Médio e do norte da África.

“As medidas atuais não são uma solução aceitável a longo prazo para qualquer ameaça que estejam tentando mitigar”, disse De Juniac. “Mesmo a curto prazo é difícil entender sua eficácia”.

A regulação norte-americana foi adotada após relatos de que grupos militantes querem traficar aparatos explosivos em equipamentos eletrônicos. A regra determina que eletrônicos maiores que um telefone celular, incluindo laptops e tablets, sejam despachados na bagagem em voos com destino aos EUA e provenientes de 10 aeroportos de países de maioria muçulmana.

O Reino Unido seguiu o exemplo com um banimento similar de eletrônicos maiores em voos diretos de seis países, e o Canadá está considerando suas próprias políticas sobre eletrônicos.

De Juniac disse que as proibições criaram severas "distorções comerciais".

"Pedimos aos governos que trabalhem com a indústria para encontrar uma maneira de manter os voos seguros sem separar os passageiros de seus eletrônicos pessoais", disse ele.

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Reuters