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Por David Alexander
CINGAPURA (Reuters) - A escaramuça naval entre as duas Coreias não irá atrapalhar os planos do governo Obama de enviar um representante a Pyongyang pela primeira vez para tentar retomar o diálogo sobre o programa nuclear norte-coreano, disse nesta quarta-feira a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
Na terça-feira, as duas Coreias trocaram disparos no mar pela primeira vez em sete anos. O incidente ocorreu perto de uma zona fronteiriça marítima disputada. Um barco sul-coreano ficou esburacado, e um navio de patrulha norte-coreano pegou fogo.
"Isso de forma alguma afeta a decisão de enviar o embaixador (Stephen) Bosworth. Achamos que se trata de um passo importante que fica em pé por si só", disse Hillary em entrevista coletiva durante uma reunião do bloco regional Apec em Cingapura.
A Coreia do Norte costuma usar ações militares para se colocar na agenda de grandes eventos diplomáticos, e recentemente provocou alarme ao anunciar que aumentará a produção de plutônio para armas nucleares. Ao mesmo tempo, o regime comunista pleiteia um diálogo direto com Washington.
"Estamos obviamente esperando que a situação não se agrave, e encorajados pela reação calma que tem estado presente até agora", disse Hillary.
O presidente dos EUA, Barack Obama, chega nesta semana ao Japão para o início de uma viagem de nove dias à Ásia, e a ameaça norte-coreana para esta região economicamente vital estará no topo da sua agenda.
Os EUA anunciaram na terça-feira a decisão de mandar Bosworth, seu representante especial para a Coreia do Norte, a fim de manter um diálogo bilateral que possa estimular Pyongyang a voltar a um processo multilateral mais amplo, destinado a acabar com o programa de armas nucleares do país.
Os militares da Coreia do Sul estão em alerta elevado contra uma outra possível incursão, mas não houve nova atividade suspeita do Norte perto da fronteira marítima, segundo autoridades.

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Reuters