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Ex-CEO da ExxonMobil Rex Tillerson, escolhido como próximo secretário de Estado dos EUA. 21/04/2015 REUTERS/Daniel Kramer

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WASHINGTON (Reuters) - O escolhido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser o novo secretário de Estado, Rex Tillerson, expressará preocupações nesta quarta-feira sobre as ações da Rússia no cenário mundial, e dirá que a China deve ajudar a pressionar por reformas na Coreia do Norte.

A equipe de transição de Trump circulou o discurso inicial de Tillerson que será entregue durante sua audiência de confirmação no Senado.

Ele explicará por que Trump tem sido a favor de uma relação mais afável com Moscou, dizendo que Washington precisa de um diálogo franco e aberto com a Rússia sobre suas ambições, para que os EUA então possam traçar seu próprio curso.

Mas sua retórica expressando preocupações sobre a Rússia vai além dos frequentes comentários do próprio Trump, de que são necessários melhores laços entre os países, levando em conta o que ele considera como um desgaste do relacionamento sob o governo do presidente Barack Obama.

"Nossos aliados da Otan estão certos em ficarem alarmados com uma Rússia ressurgente", dirá Tillerson. "Mas foi durante a ausência de liderança norte-americana que esta porta foi deixada aberta, e sinais sem intenção foram enviados." 

Ele citará o fracasso de Obama em agir contra o uso pelo presidente sírio, Bashar al-Assad, de armas químicas contra seu próprio povo, após dizer em 2012 que fazer algo a respeito cruzaria uma "linha vermelha" como um sinal de fraqueza a Moscou. 

Tillerson, como Trump, expressará uma visão dura sobre as movimentações agressivas da China no Mar do Sul da China, tais como a decisão do país de construir ilhas artificiais. 

"A construção de ilhas pela China no Mar do Sul da China é uma tomada ilegal de áreas disputadas sem consideração pelas normas internacionais", dirá ele.

Como Trump assumirá o desafio enfrentado por Obama de conter o programa nuclear da Coreia do Norte, Tillerson considera medidas para colocar mais pressão na China sobre a questão. 

"Não podemos continuar a aceitar promessas vazias como as feitas pela China para pressionar por reformas na Coreia do Norte", afirmará. 

Ele também dirá que os desafios representados pelo Estado Islâmico, pela China, pela Coreia do Norte e pelo Irã representarão novas realidades globais que devem ser tratadas com uma postura mais assertiva por parte dos EUA.

Reuters