Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

VIENA (Reuters) - Inspetores da ONU não encontraram "nada com o que se preocupar" em uma primeira vistoria de uma instalação secreta de enriquecimento de urânio no Irã no mês passado, disse o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) na quinta-feira.
A instalação nuclear, revelada pelo Irã em setembro, três anos depois de espiões ocidentais terem detectado sua existência, aumentaram os temores do Ocidente de que a República Islâmica estaria tentando desenvolver uma bomba atômica.
O Irã diz que seu objetivo é enriquecer urânio para gerar eletricidade.
O chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse ao jornal The New York Times que o que seus inspetores encontraram na instalação fortificada, situada debaixo de uma montanha perto da cidade sagrada de Qom, "não era nada com o que se preocupar".
"A ideia era usar a instalação como um bunker sob a montanha para proteger as coisas", disse ElBaradei, aludindo às referências de Teerã ao local secreto no caso de a usina de enriquecimento de Natanz ser bombardeada por um inimigo como Israel.
"É um buraco na montanha", disse.
A AIEA se recusou a dizer se os inspetores acharam algo surpreendente ou se conseguiram acesso a todos os documentos que queriam sobre o remoto local, que fica 160 Km ao sul de Teerã.
Os detalhes das investigações serão incluídos no próximo relatório da AIEA sobre a polêmica atividade nuclear do Irã, que deve ser divulgado ainda este mês.
Diplomatas ocidentais e analistas dizem que a capacidade da instalação parece pequena demais para abastecer uma estação de energia nuclear, mas grande o bastante para produzir material físsil para uma ou duas ogivas nucleares ao ano.

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters