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Por Mark Heinrich
VIENA (Reuters) - Inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU) revisitaram a segunda central de enriquecimento de urânio do Irã na quinta-feira, disseram diplomatas, após expressar preocupação de que a revelação tardia da instalação nuclear pudesse significar que mais estivesse sendo ocultado.
Os inspetores tinham como objetivo fazer novas verificações na disposição da central de Fordow e queriam mais explicações do Irã para detalhar a cronologia do projeto e sua finalidade original, assim como ter acesso aos diretores e aos autores do projeto.
O Irã revelou o local para a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em setembro, dois anos depois que disse ter iniciado as obras. A AIEA afirmou que o Irã estava legalmente comprometido a notificar sobre a planta a partir do momento em que ela começou a ser projetada. O Irã contesta isso.
Um relatório da AIEA divulgado na segunda afirma que a primeira visita dos inspetores ao local no mês passado não produziu todas as informações necessárias para verificar que a finalidade da instalação era pacífica desde o início - ou seja, produzir urânio de baixo enriquecimento para a geração de energia, e não material bastante enriquecido para bombas atômicas.
O relatório também afirma que a revelação tardia do Irã "reduz a confiança" sobre a ausência de outras instalações não declaradas.
Um enviado iraniano disse à Reuters na terça que o Irã desenvolveu a central de Fordow em um bunker para preservar a atividade de enriquecimento caso o complexo de Natanz seja bombardeado. Ele classificou Fordow como uma "mensagem política"m de que nem sanções nem uma ação militar deteriam o programa nuclear de Teerã.
Mas Ali Asghar Soltanieh, embaixador do Irã na agência atômica da ONU, afirmou que a suspeita de haver outros locais de produção nuclear era errônea e injusta.
A AIEA teria acesso regular a Fordow de agora em diante, afirmou ele. Mas ele rejeitou o pedido da agência de garantias por escrito de que nenhuma outra instalação estava sendo construída ou planejada agora "sem justificativa legal".

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Reuters