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Soldados israelenses sepultam caixão de soldado morto em ataque realizado por um palestino com um caminhão em Jerusalém 09/01/2017 REUTERS/Ronen Zvulun

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Por Luke Baker

JERUSALÉM (Reuters) - O governo de Israel tem sido rápido em sugerir que o palestino que utilizou um caminhão para atropelar um grupo de soldados israelenses no fim de semana foi inspirado pelo Estado Islâmico, levantando questões sobre a origem dessa conclusão, ao mesmo tempo que nesta segunda-feira um obscuro grupo palestino reivindicou a autoria do ataque. 

Horas após o ataque de domingo, que matou quatro soldados e feriu 17, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que o agressor mostrou todos os sinais de ser um apoiador do movimento ultra-radical sunita.

"Sabemos a identidade do agressor. De acordo com todos os sinais, ele é simpatizante do Estado Islâmico", disse Netanyahu.

Ele não deu detalhes, mas o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, citou paralelos com ataques inspirados pelo grupo jihadista contra multidões utilizando caminhões, como na Alemanha e na França. 

“Vimos isso na França, vimos em Berlim e infelizmente vimos hoje em Jerusalém”, disse ele durante uma visita ao local do ataque, próximo à Cidade Velha de Jerusalém. 

Nesta segunda, um obscuro grupo palestino que se intitula "Grupos de Mártires Baha Eleyan", reivindicou o ataque em uma rede social árabe. A organização disse que é formada por palestinos que "não têm qualquer ligação fora da Palestina". O grupo disse já ter agido no passado, sem dar detalhes, e prometeu mais ataques.

"Essa não é a primeira operação executada por nossos grupos e será seguida de uma enchente de operações distintas em defesa de nossa Jerusalém e em vingança por nossos mártires e prisioneiros", disse o comunicado do grupo.

Nunca se havia ouvido falar desse grupo anteriormente, e a Reuters não conseguiu confirmar a autenticidade e a validade da reivindicação.

Em Israel, muitas vozes foram rápidas em apontar as diferenças entre a violência palestina e aquela perpetrada pelo Estado Islâmico. Embora o Islã possa inspirar alguns agressores palestinos, motivações políticas acerca da ocupação israelense e sobre o longevo conflito permanecem um fator dominante.

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Reuters