Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Ex-diretor do FBI Robert Mueller 12/03/2013 REUTERS/Kevin Lamarque

(reuters_tickers)

Por John Whitesides

WASHINGTON (Reuters) - Uma investigação sobre a possível interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos entrará em uma nova fase nesta segunda-feira, quando as primeiras acusações resultantes de um inquérito podem ser reveladas, e um alvo posto sob custódia.

Na sexta-feira, um júri federal aprovou o indiciamento e um juiz federal ordenou que o caso fosse colocado sob sigilo, disse uma fonte a par do assunto à Reuters, acrescentando, no entanto, que o sigilo pode ser derrubado nesta segunda-feira.

O indiciamento pode provocar uma reviravolta dramática na investigação do assessor especial Robert Mueller sobre as alegações de interferência russa na eleição de 2016 e possíveis elos com autoridades da campanha do presidente dos EUA, Donald Trump.

A investigação sobre a Rússia vem ofuscando a Presidência de nove meses de Trump e ampliou a divisão partidária entre republicanos e democratas.

Em janeiro, agências de inteligência norte-americanas concluíram que a Rússia interferiu na corrida para tentar ajudar Trump a derrotar a democrata Hillary Clinton roubando e divulgado emails constrangedores e disseminando propaganda em redes sociais para desacreditá-la.

Mueller, ex-diretor do FBI, vem analisando as possíveis ligações entre assessores de Trump e governos estrangeiros, além de supostas lavagem de dinheiro, evasão fiscal e outros crimes financeiros, segundo fontes com conhecimento do inquérito. Ele também está investigando se Trump ou seus assessores tentaram obstruir a investigação.

Mueller foi indicado para liderar a investigação uma semana depois de Trump demitir, em 9 de maio, o então diretor do FBI James Comey, que comandava um inquérito federal a respeito do possível conluio da campanha de Trump com Moscou. Inicialmente Trump disse ter demitido Comey porque sua liderança no FBI era inadequada, mas em uma entrevista posterior à rede NBC citou "esse negócio da Rússia" como razão.

Trump negou as alegações de conluio com os russos e rotulou o inquérito de "uma caça às bruxas". O Kremlin também refutou as alegações.

Trump tentou desviar o foco novamente para os democratas e Hillary, tuitando, no domingo, que a questão russa está sendo usada para obstruir a iniciativa republicana de reforma tributária, e elogiando a "raiva e unidade" de seu partido quanto à necessidade de se investigar se os democratas e Hillary pagaram parte de um dossiê que detalhou acusações sobre os laços de Trump com a Rússia.

(Reportagem adicional de Mark Hosenball)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters