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Logo da Odebrecht em Lima. 24/01/2017 REUTERS/Guadalupe Pardo

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QUITO (Reuters) - Cinco pessoas foram presas e várias casas e empresas no Equador foram alvo de buscas como parte de uma investigação sobre uma rede de corrupção espalhada pela América Latina relacionada à construtora Odebrecht, informou a promotoria do país andino nesta sexta-feira.

A operação foi realizada no início desta sexta em três cidades depois que o procurador-geral do Equador, Carlos Baca, se reuniu no Brasil com autoridades que investigam o esquema de corrupção descoberto pela operação Lava Jato.

"Os detidos e empresas invadidas faziam parte de uma conspiração que envolvia o crime organizado e tinha como ponto central a empresa Odebrecht", afirmou Baca a repórteres, relatando que vai voltar ao Brasil para obter mais informações.

Nas buscas, as autoridades apreenderam dinheiro, veículos de luxo, armas, jóias, um cheque de 980 mil dólares da Odebrecht e documentos relacionados com o caso, explicou o promotor.

A promotoria se recusou a dar nomes dos detidos, mas o vice-presidente do Equador, Jorge Glas, reconheceu que entre eles está um parente.

"De acordo com informações que tenho, há um parente meu que está sendo objeto de investigações... Que se investigue tudo e se aplique justiça", declarou Glas a jornalistas.

Em abril, as autoridades do Equador prenderam um ex-ministro e um empresário sob acusação de lavagem de dinheiro dentro da investigação da rede de propinas da Odebrecht.

O presidente Lenín Moreno disse nesta sexta-feira, após tomar conhecimento das prisões e buscas, que dará a ajuda necessária para combater a corrupção, acrescentando que o Equador vai continuar a investigar porque "muito mais pessoas estão envolvidas".

"A Odebrecht, empresa corrupta e corruptora, parece que durante a sua estadia no Equador fez das suas", disse Moreno durante reunião com seus ministros na cidade costeira de Babahoyo.

(Reportagem de Alexandra Valencia)

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