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Por Isabel Coles

MOSUL, Iraque, (Reuters) - Investigadores estão na cidade iraquiana de Mosul para determinar se um ataque da coalizão liderada pelos Estados Unidos ou explosivos instalados pelo Estado Islâmico causaram uma enorme explosão que destruiu edifícios e matou mais de 200 pessoas, disse um comandante militar norte-americano.

Relatos conflitantes vieram à tona desde a explosão de 17 de março no bairro de Al-Jadida, no oeste de Mosul, onde forças do Iraque apoiadas por ataques aéreos da coalizão estão lutando para expulsar militantes do Estado Islâmico da segunda maior cidade do país.

O comando militar iraquiano culpou os militantes, que disse terem montado explosivos em um prédio para provocar baixas civis, mas algumas testemunhas dizem que o edifício desabou devido a um ataque aéreo, soterrando muitas famílias sob os escombros.

Caso confirmado, o saldo de mortes será um dos piores desde a invasão norte-americana ao Iraque em 2003, despertando questionamentos sobre a segurança dos civis no momento em que o governo de liderança xiita tenta evitar isolar a população majoritariamente sunita de Mosul.

O chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA, general Mark Milley, encontrou-se com o primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, e com o ministro da Defesa do país no final de segunda-feira, e mais tarde disse ter havido ataques aéreos na vizinhança naquele dia e em dias anteriores, mas que não ficou claro o que causou as baixas.

"É muito possível que o Daesh tenha explodido aquele prédio para colocar a culpa na coalizão, de forma a causar um atraso na ofensiva sobre Mosul e causar um atraso no uso de ataques aéreos da coalizão", disse Milley, usando um termo árabe para o Estado Islâmico.

"É possível que um ataque aéreo da coalizão o tenha feito. Ainda não sabemos. Há investigadores no local".

Uma fonte próxima do escritório de Abadi disse que a delegação militar dos EUA também pediu mais coordenação entre as unidades das forças de segurança do Iraque em solo e para que se leve em conta que milhares de civis estão impedidos de deixar suas casas.

As forças iraquianas retomaram o leste de Mosul e estão abrindo caminho para o oeste, mas vêm enfrentando uma grande resistência nos bairros densamente povoados nos arredores da Cidade Velha, onde as ruas estreitas e as moradias tradicionais obrigam ao combate em espaços estreitos.

Milhares de civis estão fugindo do confronto, dos bombardeios e dos ataques aéreos, mas até um milhão de pessoas podem estar presas na cidade. Moradores em fuga contam que foram usados como escudos humanos por militantes que se abrigam em suas casas.

(Reportagem adicional de Ahmed Rasheed, em Bagdá)

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Reuters