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Hassan Rouhani faz discurso em Nova York 20/9/2017 REUTERS/Stephanie Keith

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Por Parisa Hafezi e Michelle Nichols

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - O Irã prometeu nesta quarta-feira não ser a primeira nação a violar o acordo nuclear iraniano e disse não esperar que os Estados Unidos abandonem o pacto, apesar de fortes críticas do presidente Donald Trump.

Trump, que na terça-feira chamou o acordo internacional de 2015 de “uma vergonha”, disse ter tomado decisão sobre manutenção ou não do pacto, mas se negou a divulgá-la.

Falando na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas a líderes mundiais, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, respondeu com força ao discurso de Trump na terça-feira ao dizer que o Irã não será pressionado por um relativo novato no cenário mundial.

Mas ele também falou que o Irã deseja preservar seu acordo com seis potências mundiais, sob o qual Teerã concordou em restringir seu programa nuclear por ao menos uma década em troca de alívio de sanções econômicas.

    “A República Islâmica do Irã não será o primeiro país a violar o acordo”, disse Rouhani, acrescentando que o Irã irá responder “decisivamente e decididamente” a violação de qualquer parte.

“Será uma grande pena se este acordo for destruído por ‘desonestos’ novatos no mundo da política: o mundo terá perdido uma grande oportunidade”, disse em ironia a Trump, que na terça-feira chamou o Irã de um país “desonesto”.

    Falando posteriormente a repórteres, Rouhani disse não pensar que Washington irá deixar o acordo nuclear e disse que qualquer país que abandonar o pacto irá se isolar e se envergonhar.

“Nós não achamos que Trump irá se afastar desse acordo apesar de sua retórica e propaganda”, disse Rouhani.

    “Se autoridades americanas pensam que podem pressionar o Irã ao deixarem o acordo, elas estão cometendo um grande erro”, acrescentou. "Ou o acordo nuclear continua como está ou irá entrar em colapso”.

Trump, um empresário e ex-apresentador de reality show cujo primeiro cargo eleito é a Presidência, disse a repórteres, “eu decidi”, quando perguntado se tomou decisão após criticar o acordo em seu próprio discurso na ONU na terça-feira.

    Mas ele se negou a dizer o que decidiu.

Autoridades norte-americanas expressaram opiniões diferentes sobre o acordo nuclear que o Irã assinou com seis grandes potências: Reino Unido, China, França, Alemanha, Rússia e os Estados Unidos.

Na quarta-feira, a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, disse que o discurso de Trump destacou “que ele não está feliz com o acordo”, mas não uma decisão de abandoná-lo.

    Na noite de terça-feira, no entanto, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, disse à Fox News que “se vamos manter o acordo iraniano, mudanças precisam ser feitas”.

O presidente republicano sugeriu na terça-feira que pode não certificar o pacto, negociado por seu antecessor democrata, Barack Obama.

Trump deve decidir até 15 de outubro se irá certificar que o Irã está cumprindo o pacto, uma decisão que pode afundar o acordo. Se não certificar, o Congresso dos EUA possui 60 dias para decidir se irá reimpor sanções suspensas sob o acordo.

(Reportagem de Yara Bayoumy, Parisa Hafezi, John Irish, Michelle Nichols, Jeff Mason e Arshad Mohammed, nas Nações Unidas; Susan Heavey, em Washington;Andrew Osborn, em Moscou; Babak Dehghanpisheh, em Beirute)

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