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Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei 03/06/2007 REUTERS/Morteza Nikoubazl/File Photo

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BEIRUTE (Reuters) - O Irã começará a enriquecer urânio em sua usina de Fordow e instalará novos equipamentos nucleares nas instalações em Natanz caso se retire do acordo nuclear com grandes potências mundiais, disse o porta-voz da Organização de Energia Atômica do Irã.

O destino do acordo nuclear de 2015 não está claro depois que os Estados Unidos se retiraram. Os outros países signatários --Rússia, China, Alemanha, Reino Unido e França-- estão tentando preservar o acordo, que impôs limitações ao programa nuclear iraniano em troca de suspender algumas sanções econômicas. 

O Irã tem duas grandes instalações de enriquecimento, em Natanz e em Fordow. Boa parte de Natanz é subterrânea e Fordow fica dentro de uma montanha. 

O porta-voz da agência atômica iranina Behrouz Kamalvandi disse em uma entrevista publicada na quarta-feira que novos trabalhos começariam no programa nuclear sob as ordens do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Ele não especificou quais tipos de novos equipamentos podem ser instalados em Natanz. 

"No momento o líder supremo ordenou que os programas continuem dentro dos parâmetros do acordo nuclear", disse Kamalvandi ao Clube de Jovens Jornalistas em uma entrevista. 

"E quando ele der a ordem, anunciaremos os programas para operar fora do acordo nuclear para reviver Fordow", acrescentou. 

Ali Akbar Salehi, diretor do agência, anunciou na semana passada que o Irã havia começado a trabalhar em uma instalação para construir centrífugas avançadas em Natanz. 

O anúncio pareceu, pelo menos em parte, como uma tentativa de pressionar os demais signatários a preservarem o acordo de 2015. 

Kamalvandi acusou os Estados Unidos e outros países ocidentais de estabelecerem padrões diferentes ao condenarem o programa nuclear do Irã, que segundo ele é puramente pacífico, enquanto aceitam o programa de armas nucleares do inimigo de Teerã, Israel. 

"O Ocidente não critica o regime sionista e até o ajuda", disse Kamalvandi na entrevista. "Sem ajuda do Ocidente e dos EUA este regime nunca poderia ter obtido armas nucleares." 

Acredita-se amplamente que Israel seja a única potência nuclear do Oriente Médio. Israel nunca confirmou ou negou se tem mesmo um arsenal nuclear. 

(Reportagem de Babak Dehghanpisheh) 

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