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Por Stephen Kalin

MOSUL, Iraque (Reuters) - Combatentes do Estado Islâmico tentavam manter o controle das últimas ruas sob seu domínio na Cidade Velha de Mosul nesta segunda-feira, em uma tentativa final e desesperada de preservar o antigo bastião de resistência.

Em meio a combates intensos, unidades do Exército iraquiano repeliram os insurgentes, encurralando-os em um retângulo cada vez menor de não mais de 300 metros por 500 metros ao longo do rio Tigre, de acordo com um mapa publicado pelo escritório de mídia dos militares.

A fumaça encobria partes da Cidade Velha, abalada por ataques aéreos e disparos de artilharia durante a manhã.

O número de militantes do Estado Islâmico em Mosul foi de milhares no início da ofensiva do governo, mais de oito meses atrás, para algumas poucas centenas atualmente, de acordo com os militares iraquianos.

Chegar ao Tigre daria às forças do Iraque o controle total sobre a cidade, o que deve ocorrer até o final desta semana. O primeiro-ministro iraquiano, Haider al-Abadi, deve visitar Mosul para declarar a vitória formalmente e se planeja uma semana de comemorações.

Mosul é de longe a maior cidade já comandada pelo Estado Islâmico. Foi ali que, quase exatamente três anos atrás, o grupo declarou a fundação de seu "califado" em partes do Iraque e da Síria.

A queda da cidade marcaria o fim efetivo da metade iraquiana do califado, embora o grupo ainda controle territórios ao sul e a oeste de Mosul, onde dezenas de milhares de civis moram.

O grupo está retaliando com ataques suicidas nas partes de Mosul tomadas por forças iraquianas e em outros locais do país.

Um homem-bomba vestido como uma mulher de véu matou 14 pessoas e feriu 13 em um campo de deslocados a oeste da capital Bagdá no domingo, disseram forças de segurança. O Estado Islâmico assumiu a autoria.

Uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos está proporcionando apoio aéreo e terrestre à ofensiva do Exército iraquiano, das unidades de elite do Serviço de Contraterrorismo e da polícia militarizada.

(Reportagem adicional de Khaled al-Ramahi em Mosul)

Reuters