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Por Jeffrey Heller
JERUSALÉM (Reuters) - Israel anunciou nesta quarta-feira um plano para limitar a construção de assentamentos por 10 meses, numa tentativa de retomar as conversas de paz com os palestinos, que, no entanto, disseram que a paralisação parcial não é suficiente.
A oferta do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, exclui a área na Cisjordânia que Israel anexou a seu território de Jerusalém depois de tomar o território através de uma guerra em 1967, disseram fontes do governo.
Isso não atenderia as exigências palestinas de que Netanyahu congele os assentamentos em toda terra ocupada para que as negociações de paz, suspensas desde dezembro, possam recomeçar.
"Qualquer retorno às negociações deve ser com base num congelamento completo dos assentamentos, e principalmente em Jerusalém", disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.
Netanyahu é contra a completa interrupção na construção dos assentamentos, afirmando que o "crescimento natural" das famílias assentadas deve ser acomodado.
Um comunicado do gabinete do premiê disse que ele vai pedir a sua equipe de segurança que aprove ainda nesta quarta-feira uma suspensão de 10 meses a construção de novas residências em "Judéia e Samaria", como Israel chama a região da Cisjordânia excluindo as áreas anexadas ao redor de Jerusalém.
A "suspensão temporária", disse o comunicado, é parte de um esforço para reiniciar as conversas de paz com a Autoridade Palestina.
Com o anúncio, Netanyahu espera conquistar o apoio explícito dos Estados Unidos e aumentar a pressão de Washington para que os palestinos retomem as negociações de paz sem pré-condições.
O primeiro-ministro palestino, Salam Fayyad, quando perguntado sobre uma possível moratória israelense de 10 meses, disse a repórteres: "o que mudou para tornar algo que era inaceitável há 10 dias aceitável agora? A exclusão de Jerusalém é um problema muito sério para nós".
(Reportagem adicional de Alastair Macdonald e Erika Solomon)

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Reuters