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Palestinos caminham próximos aos escombros de um prédio residencial que a polícia diz ter sido destruído em um ataque aéreo de Israel, em Gaza. 22/07/2014. REUTERS/Mohammed Salem

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Por Nidal al-Mughrabi e Crispian Balmer

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Israel bombardeou a Faixa de Gaza nesta terça-feira, dizendo que nenhum cessar-fogo está próximo, e diplomatas da Organização das Nações Unidas realizaram conversas para tentar interromper os ataques que já custaram mais de 500 vidas.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, manteve conversações no vizinho Egito, ao passo que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deve chegar a Israel ainda nesta terça-feira. Ambos expressaram preocupação com o crescente número de vítimas.

No entanto, não houve trégua nos combates em Gaza, com colunas de fumaça negra subindo ao céu, e a artilharia israelense bombardeando o território palestino.

O Hamas, grupo dominante na Faixa de Gaza, e seus aliados, dispararam mais foguetes contra Israel, fazendo soar as sirenes de alerta em Tel Aviv. Um deles acertou os arredores do Aeroporto Internacional Ben-Gurion, ferindo levemente duas pessoas, segundo autoridades.

Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho para tentar parar os disparos de foguetes feitos a partir de Gaza pelo Hamas, que intensificou os ataques depois de uma repressão contra seus militantes na Cisjordânia ocupada e enfrenta dificuldades econômicas por causa de um bloqueio de Israel e do Egito ao território.

“Um cessar-fogo não está próximo”, disse a ministra da Justiça, Tzipi Livni, vista como a integrante mais moderada no gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

“Não vejo luz no fim do túnel”, disse ela à rádio do Exército de Israel.

Os militares de Israel disseram ter identificado os corpos de seis soldados mortos em um ataque contra seu veículo blindado em Gaza no domingo, e acrescentaram que estava tentando identificar o sétimo.

O braço armado do Hamas anunciou no domingo que havia capturado um soldado, o que provocou comemorações em Gaza. O grupo mostrou um documento de identidade com foto e um número de série militar de um homem, mas nenhuma imagem do alegado prisioneiro.

Militares de Israel acreditam ser impossível que tenha havido sobreviventes do ataque direto contra o veículo do Exército. Israel concordou com libertações em massa de prisioneiros palestinos no passado para garantir a liberdade de soldados capturados, ou mesmo o retorno de corpos de seus cidadãos.

Com o conflito entrando em sua terceira semana, o número de palestinos mortos subiu para 546, incluindo cerca de 100 crianças e muitos outros civis, disseram representantes médicos de Gaza.

Forças militares de Israel disseram ter matado 183 militantes.

As baixas do lado israelense também cresceram, e foi divulgada a morte de mais dois soldados, elevando o número de militares mortos para 27 - quase três vezes o número de mortos na última invasão em solo a Gaza, na guerra de 2008-2009. Além disso, dois civis israelenses morreram por foguetes palestinos atirados contra Israel.

Militantes palestinos em Gaza disseram querer um cessar-fogo de cinco horas na terça-feira para permitir que residentes saiam de suas casas para buscar suprimentos, mas Israel nega conceder essa solicitação por questões de segurança, disse um oficial de defesa.

(Reportagem adicional de Noah Browning em Gaza, Arshad Mohammed, Shadia Nasralla no Cairo e Ali Sawafta em Ramallah)

Reuters