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Bombeiro palestino participa dos esforços para controlar o incêndio na única usina elétrica da Faixa de Gaza. 29/07/2014. REUTERS/Mohammed Salem

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Por Nidal al-Mughrabi e Maayan Lubell

GAZA/JERUSALÉM (Reuters) - Israel atacou a única usina elétrica da Faixa de Gaza, que ficou inoperante, destruiu a casa do líder político local do grupo islâmico Hamas e bombardeou dezenas de seus principais alvos militares no enclave nesta terça-feira, estendendo o conflito que já dura três semanas.

Representantes médicos disseram que pelo menos 30 palestinos foram mortos em alguns dos mais pesados bombardeiros por ar, mar e terra desde que a ofensiva de Israel começou, como resposta aos disparos de foguetes pelo Hamas.

Antes do amanhecer, aeronaves israelenses dispararam um míssil contra a casa do líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, ex-primeiro-ministro palestino, destruindo a estrutura, mas sem causar vítimas, disse o Ministério do Interior de Gaza.

O ataque israelense se intensificou após as mortes de 10 soldados israelenses em ataques de militantes que cruzaram a fronteira na segunda-feira, e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alertou a população sobre um longo conflito.

Uma grossa coluna de fumaça negra emergiu dos tanques de combustível em chamas na estação elétrica que fornece dois terços das necessidades de energia da Faixa de Gaza. A autoridade energética local disse que avaliações iniciais de danos sugeriam que a unidade poderá ficar foram de operação por um ano.

A eletricidade foi cortada na Cidade de Gaza e em muitas outras partes do território dominado pelo Hamas após o ataque de artilharia de tanques de guerra de Israel a contêineres que continham cerca de 3 milhões de litros cúbicos de diesel.

“A usina eléctrica se foi”, disse seu director, Mohammed al-Sharif. Uma porta-voz militar israelense não fez comentários de imediato e informou apenas que estava checando a informação.

A prefeitura da Cidade de Gaza disse que o dano à estação pode tirar de operação muitas das bombas de água da região, e pediu que os residentes racionassem o consumo de água.

Diversos foguetes foram disparados de Gaza para o sul e o centro de Israel, incluindo a área de Tela Avive. Pelo menos um foi interceptado pelo sistema atingísseis de Israel. Não foram registradas baixas ou danos significativos por conta desses ataques.

A pressão internacional vem aumentando sobre Netanyahu para que ele contenha suas forças. Tanto o presidente dos Estados Unidos, Barca Obram, quando o Conselho de Segurança das Nações Unidas pediram um cessar-fogo imediato para permitir que ajuda chegue ao 1,8 milhão de palestinos da Faixa de Gaza, seguido de negociações para uma paz mais durável.

Os esforços liderados pelo secretário de Estado dos EUA, John Kerry, na semana passada fracassaram, sem chegar a um resultado pela paz, e a explosão de violência frustrou as esperanças internacionais de transformar uma breve trégua para o feriado muçulmano de Edil al-Fitr em um cessar-fogo de longo prazo.

Netanyahu disse na segunda-feira que os militares não encerrariam a ofensiva até que fosse destruída uma rede de túneis do Hajas, a qual, segundo Israel, serve de abrigo para o grupo, para armazenar suas armas e realizar infiltrações além da fronteira para atacar israelenses.

Forças de Israel disseram que 70 alvos foram atacados durante a noite em Gaza, incluindo quatro cachês de armas que, segundo os militares, estavam escondidos em mesquitas, e um lançador de foguete, próximo a outra mesquita. Residentes disseram que 20 casas foram destruídas e duas mesquitas, atingidas.

Mais de 1.100 palestinos de Gaza, a maioria deles civis, já foram mortos no conflito. Do lado israelense, 53 soldados foram mortos, assim como três civis.

Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho dizendo querer parar os ataques de foguetes do Hamas e seus aliados. Pouco depois o país iniciou uma invasão por terra para encontrar e destruir uma série de túneis que cruzam a fronteira entre Gaza e Israel.

(Reportagem adicional de Michelle Nichols em Nova York)

Reuters