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Veículo israelense se dirige à fronteira com a Faixa de Gaza nesta quinta-feira. REUTERS/Siegfried Modola

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Por Nidal al-Mughrabi e Ari Rabinovitch

WASHINGTON/NOVA DÉLHI (Reuters) - Israel e grupos militantes palestinos na Faixa de Gaza concordaram com uma trégua humanitária de três dias a partir da manhã de sexta-feira, e negociadores das partes em conflito viajarão ao Egito para discutir um cessar-fogo duradouro.

A pausa de 72 horas nas hostilidades, após mais de três semanas de combates, começará às 8h de sexta-feira no horário local (2h em Brasília), de acordo com uma declaração conjunta do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, e do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Um porta-voz do Hamas, o grupo islâmico que controla a Faixa de Gaza, disse que as facções palestinas vão respeitar a trégua enquanto Israel também cumprir o compromisso.

Autoridades israelenses não estavam disponíveis para comentar, mas um funcionário do gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse sob condição de anonimato que o país aceitou a trégua de três dias.

"Apelamos a todas as partes para agir com moderação até que este cessar-fogo humanitário comece e para que respeitem plenamente os seus compromissos durante o cessar-fogo", disseram Kerry e Ban no comunicado.

"Este cessar-fogo é fundamental para dar a civis inocentes uma pausa muito necessária na violência", acrescentaram.

Horas antes de o cessar-fogo ser anunciado, Netanyahu, que enfrenta pressão internacional por conta do crescente número de civis mortos em Gaza, disse que não iria aceitar qualquer trégua que impedisse Israel de completar a destruição de túneis clandestinos usados por militantes para se infiltrar no Estado judeu.

De acordo com a declaração de Kerry e Ban, forças no terreno iria permanecer no local durante o cessar-fogo.

Kerry afirmou que é imperativo que as partes em conflito se esforcem para encontrar um ponto comum. Ele destacou que o ministro das Relações Exteriores do Egito convidará as partes a participar de negociações "sérias" no Cairo e que os EUA planejam enviar uma delegação pequena.

Um funcionário de alto escalão do Departamento de Estado disse que as conversas poderão começar na sexta-feira e acrescentou que o presidente palestino, Mahmoud Abbas, será o responsável por nomear a delegação que viajará ao Cairo, mas não irá à reunião.

Kerry destacou que os lados têm de encontrar formas de lidar com as preocupações de segurança de Israel e garantir que a população de Gaza possa viver com dignidade e de forma segura.

Autoridades de Gaza dizem que pelo menos 1.427 palestinos, a maioria civis, foram mortos e que há quase 7 mil feridos. Do lado israelense, 56 soldados morreram nos confrontos e mais de 400 estão feridos. Três civis foram mortos por um bombardeio palestino em Israel.

Reuters