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Por Joseph Nasr
JERUSALÉM (Reuters) - O chanceler de Israel fez pouco caso na quinta-feira da rejeição palestina a uma moratória de dez meses sobre parte dos assentamentos israelenses na Cisjordânia, dizendo que conquistar o apoio internacional é mais importante.
"A última coisa que nos interessa é a preocupação dos palestinos. Antes da questão palestina, o que deve nos interessar são nossos amigos no mundo", disse Avigdor Lieberman à Rádio Israel. "Falamos com eles, e a maioria disse 'ajude-nos a ajudar vocês'".
O anúncio na quarta-feira de um congelamento parcial das construções de colônias judias foi saudado pelos Estados Unidos. O governo de Barack Obama vem pressionando Israel a limitar a ampliação dos assentamentos na Cisjordânia a fim de persuadir os palestinos a retomar as negociações de paz.
Mas a decisão do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ratificada por integrantes do gabinete de segurança de Israel, não satisfez as exigências do líder palestino Mahmoud Abbas.
Abbas pediu uma suspensão total das construções nos assentamentos como condição prévia para a retomada das negociações de paz, suspensas desde dezembro. Netanyahu rejeitou a suspensão total, e Washington diz que não deve haver precondições para as negociações de paz.
Pelo plano de Netanyahu não será concedido nenhum alvará de construção e nenhuma residência nova poderá ser erguida no prazo de dez meses na "Judeia e Samária", termos bíblicos usados por Israel para designar a Cisjordânia, excluindo as áreas anexadas ao redor de Jerusalém. Mas cerca de 3.000 unidades residenciais já aprovadas ou em processo de construção serão completadas durante esse período.
"O próximo passo agora cabe aos palestinos", disse Lieberman.
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, disse em comunicado que "sem um congelamento das construções nos assentamentos não pode haver negociações nem processo de paz dignos de crédito".
Os palestinos queriam que Jerusalém e as áreas vizinhas fossem incluídas no congelamento. Eles expressaram receio de que os assentamentos, construídos sobre território capturado da Jordânia em uma guerra em 1967, impossibilitem o estabelecimento de um Estado palestino.

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Reuters