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Chanceler palestino al-Malki fala com jornalistas antes da partida de avião venezuelano com suprimentos para Gaza, em Caracas. 12/08/2014 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

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Por Nidal al-Mughrabi e Stephen Kalin

GAZA/CAIRO (Reuters) - A ameaça de retomada da guerra em Gaza crescia nesta quarta-feira, com a aproximação do fim de um cessar-fogo de três dias e sem sinal de avanço nas conversas indiretas no Cairo entre israelenses e palestinos.

Negociadores israelenses voltaram ao Egito depois de passarem a noite em Israel, ao passo que a trégua no conflito, que já matou 1.945 palestinos na Faixa de Gaza e 67 pessoas do lado de Israel, deve expirar às 18h (horário de Brasília).

O Hamas, que domina Gaza, e seus aliados buscam o fim de um bloqueio feito por israelenses e egípcios ao enclave costeiro. Israel e Egito têm grandes preocupações de segurança quanto ao grupo islâmico, o que complica qualquer acordo para afrouxar as restrições nas fronteiras.

Negociadores israelenses e palestinos não disseram, nesta quarta-feira, se qualquer acordo sobre um fim duradouro às hostilidades está próximo. Uma fonte da diplomacia palestina disse que as conversas continuavam e que enviados palestinos realizariam mais reuniões com mediadores egípcios. 

Ambos os lados não estão se reunindo frente a frente. Israel considera o Hamas, que prega a destruição do Estado judeu, como uma organização terrorista que não pode ser parte de negociações diretas. 

Na terça-feira, Moussa Abu Marzouk, líder do Hamas no Cairo, descreveu as negociações como “difíceis”. Um representante israelense, que não quis se identificar, disse que nenhum progresso foi feito. 

O Hamas também quer abrir um porto marítimo em Gaza, um projeto o qual, segundo Israel, deve ser discutido apenas em conversas futuras sobre um acordo permanente de paz com os palestinos. 

Israel tem resistido em remover o bloqueio sobre Gaza, com efeitos sufocantes à economia da região, e suspeita que o Hamas vai recompor seus estoques de armas do exterior caso o acesso ao território costeiro seja afrouxado. O vizinho Egito também trata o Hamas como uma ameaça à segurança.

O ministro da Defesa de Israel, Moshe Yaalon, disse na terça-feira às Forças Armadas do país para se prepararem para retomar o combate. Um cessar-fogo anterior de 72 horas expirou sem que houvesse um acordo de longo prazo, e ataques palestinos de foguetes e ataques aéreos de Israel foram retomados, embora em menor intensidade. 

“Pode ser que os disparos aconteçam novamente e nós vamos atirar contra eles”, disse Yaalon.

Reuters