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Palestinos oram em mesquita improvisada perto das ruínas de uma mesquita, que testemunhas dizem ter sido destruída em um ataque de Israel. 18/08/2014 REUTERS/Ibraheem Abu Mustafa

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Por Nidal al-Mughrabi e Stephen Kalin

GAZA/CAIRO (Reuters) - O chefe da delegação palestina nas conversas de paz com Israel alertou, nesta terça-feira, que a violência em Gaza pode irromper novamente a menos que ocorra progresso para um acordo duradouro antes do prazo final de meia-noite para as negociações mediadas pelo Egito. 

Após um acordo de última hora para estender o prazo em 24 horas, a fim de buscar uma trégua, Azzam al-Ahmad, importante líder do movimento Fatah, do presidente Mahmoud Abbas, disse que não houve “nenhum progresso sobre nenhum ponto” nas conversas para resolver o conflito em Gaza.

“Esperamos que cada minuto nas próximas 24 horas sejam utilizados para chegar a um acordo, e caso não aconteça, o círculo de violência continuará”, disse Ahmad. 

Ele acusou Israel de “manobrar e estagnar” o processo, à medida que diferenças em alguns pontos principais continuaram a conter os esforços para se chegar a um acordo de longo prazo entre Israel e grupos militantes na Faixa de Gaza, dominada pelo Hamas. Tal acordo ajudaria a entrada de ajuda de reconstrução, muito necessária após cinco semanas de combate. 

Um representante do governo israelense disse que os delegados de Israel ainda estavam no Cairo, trabalhando nos detalhes de um possível acordo, embora os lados ainda não tenham concordado em uma versão preliminar. 

“A delegação israelense foi instruída a insistir nas exigências de segurança. No momento que houver um acordo, o gabinete será convocado para discussões”, disse um representante, que pediu para não ter o nome divulgado.

Moussa Abu Marzouk, representante do Hamas, acusou Israel de prejudicar as conversas e insistiu, em uma publicação no Twitter, que seu grupo “nunca cederá” na demanda por um acordo amplo. 

Um representante palestino em Gaza disse que os pontos principais para um acordo são as demandas do Hamas para construir um porto marítimo e um aeroporto, propostas que Israel quer discutir em propostas posteriores. 

Israel, que lançou uma ofensiva em 8 de julho após um surto nos lançamentos de foguetes do Hamas contra o Estado judaico, tem mostrado pouco interesse em fazer grandes concessões, e pediu pelo desarmamento de grupos militantes no enclave de 1,8 milhão de pessoas. 

Mas o Hamas reiterou que deixar para trás suas armas não é uma opção. 

O Ministério da Saúde palestino disse que número de mortos no conflito é de 2.016, a maioria de civis. No lado israelense, 64 soldados e três civis perderam a vida. 

A trégua mais recente é a terceira em 10 dias, quando os combates foram paralisados. 

(Reportagem adicional de Ori Lewis)

Reuters