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Porta-aviões norte-americanos USS Carl Vinson e USS Ronald Reagan no Mar do Japão. 01/06/2017 Marinha dos Estados Unidos/Divulgação via REUTERS

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TÓQUIO (Reuters) - A Marinha e a Força Aérea do Japão iniciaram um exercício militar de três dias com dois porta-aviões dos Estados Unidos no Mar do Japão, nesta quinta-feira, aumentando a pressão para que a Coreia do Norte refreie seu acelerado programa de mísseis balísticos.

A Força Marítima de Autodefesa do Japão enviou duas embarcações, inclusive um de seus quatro porta-helicópteros, o Hyuga, para as manobras com os porta-aviões norte-americanos USS Ronald Reagan e USS Carl Vinson, e seus oito navios de escolta, disseram os militares japoneses em um comunicado.

Caças F-15 da Força Aérea de Autodefesa do Japão estão participando de um combate simulado com caças F-18 da Marinha dos EUA ao mesmo tempo, segundo os militares.

"É a primeira vez que nos exercitamos com dois porta-aviões. É um grande exercício para nós", disse o porta-voz militar do Japão.

O Mar do Japão separa o Japão da península coreana.

Os EUA enviaram os navios de guerra à região após um aumento na tensão na península, decorrente do temor de que a Coreia do Norte esteja prestes a realizar seu sexto teste nuclear ou outro teste de seu esforço para desenvolver um míssil balístico intercontinental capaz de atingir o território continental norte-americano.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, prometeu trabalhar com outros países para conter Pyongyang, que na segunda-feira realizou um teste de míssil balístico de curto alcance.

O projétil alcançou uma altitude de 120 quilômetros antes de cair em águas internacionais do Mar do Japão, mas dentro da zona econômica exclusiva japonesa, onde Tóquio tem jurisdição sobre a prospecção e a exploração de recursos marítimos.

O lançamento se seguiu a dois testes bem-sucedidos de mísseis de médio a longo alcance em igual número de semanas. Os norte-coreanos vêm conduzindo testes em um ritmo inédito e já são capazes de alvejar qualquer parte do Japão com mísseis, o que faz o país temer ser eventualmente ameaçado por um ataque nuclear do Norte.

O novo presidente liberal da Coreia do Sul, Moon Jae-in, que tomou posse em 10 de maio, vem adotando uma linha mais conciliatória do que Abe, prometendo dialogar mais com seu vizinho recluso.

(Por Tim Kelly)

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