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Policia israelense durante confronto do lado de fora da Cidade Velha de Jerusalém 21/07/2017 REUTERS/Ronen Zvulun

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Por Luke Baker e Ori Lewis

JERUSALÉM (Reuters) - Israel reforçou a segurança na Cidade Velha de Jerusalém nesta sexta-feira e preparou-se para possíveis confrontos com religiosos muçulmanos depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, decidiu manter detectores de metal em um local sagrado.

Confrontos diários estão ocorrendo entre palestinos que lançam pedras e policiais israelenses usando granadas desde que os detectores foram colocados na entrada do santuário, conhecido pelos muçulmanos como o Nobre Santuário e pelos judeus como o Monte do Templo, no domingo, após o assassinato de dois policiais israelenses.

Líderes muçulmanos e facções políticas palestinas exortaram os fiéis a se reunirem para um "dia de revolta" contra as novas políticas de segurança no local, que veem como mudanças de acordos delicados que governaram o local sagrado por décadas.

A polícia israelense disse que unidades extra foram mobilizadas para reforçar a segurança na Cidade Velha, enquanto o acesso muçulmano ao santuário para orações seria limitado a mulheres de todas as idades e homens com mais de 50 anos.

Bloqueios foram instalados nas estradas próximas a Jerusalém para parar ônibus transportando muçulmanos para o local.

"A polícia está coordenando para permitir que as orações de sexta-feira aconteçam e, ao mesmo tempo, medidas de segurança estão ocorrendo", disse o porta-voz Micky Rosenfeld.

O conjunto Nobre Santuário-Monte do Templo, que contém o Domo de Rocha e a mesquita Al-Aqsa, tem sido uma fonte de conflitos religiosos. Desde que Israel anexou a Cidade Velha, incluindo essa região, na guerra do Oriente Médio em 1967, o local também se tornou um símbolo do nacionalismo palestino.

Na quinta-feira, houve pedidos para que Netanyahu recuasse e removesse os detectores de metal para não inflamar a situação. O presidente turco, Tayyip Erdogan, depois de discutir o assunto com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, convocou o presidente israelense, Reuven Rivlin, para pressionar pela remoção.

Reuters