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Johnson teme que Reino Unido perderá poder e mágica se Escócia se separar

Premiê britânico Boris Johnson em Londres 10/08/2020 Lucy Young/Pool via REUTERS reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 10. agosto 2020 - 16:35

LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro Boris Johnson alertou nesta segunda-feira que o Reino Unido ficará mais fraco se o laço que une suas quatro nações for quebrado, em sua última rejeição à crescente pressão pela independência da Escócia.

Discordâncias entre as nações constituintes britânicas --Escócia, País de Gales, Irlanda do Norte e Inglaterra-- sobre a gestão da pandemia de coronavírus danificaram relações que já estavam tensionadas pelo Brexit.

É especialmente o caso da Escócia, que votou contra sair da União Europeia e onde as pesquisas mostram que o apoio pela independência por pouco supera o apoio pela união de 300 anos com a Inglaterra.

"A união do Reino Unido é, para mim, a maior parceria política que o mundo já viu", disse Johnson às emissoras, ao ser questionado sobre o que a união significa para ele.

"Seria uma pena perder o poder e a mágica dessa união."

A Escócia depositou 55% dos votos contra a independência em um referendo de 2014, mas o Partido Nacional Escocês, que governa a semi-autônoma nação, quer outro pleito. Embora os eleitores escoceses tenham apoiado a permanência na UE, o Reino Unido, como um todo, votou pela saída.

O Partido Conservador de Johnson, que governa todo o Reino Unido e decide a política em áreas que não foram devolvidas à Escócia, apoia agressivamente a união e rechaça qualquer pedido por outro referendo.

No entanto, Johnson e outros ministros importantes visitaram a Escócia nas últimas semanas, falando bastante sobre a força e os benefícios da relação.

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