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A sogra do intéprete palestino Ali Shehda Abu Afash, que médicos dizem ter sido morto quando munições não-detonadas explodiram, lamenta a sua morte durante funeral, na Cidade de Gaza, nesta quarta-feira. 13/08/2014 REUTERS/Ahmed Zakot

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GAZA (Reuters) - Um jornalista italiano, três palestinos especialistas em desarmar bombas e duas outras pessoas foram mortas na Faixa de Gaza nesta quarta-feira quando munições não detonadas explodiram, relataram autoridades médicas e a polícia.

A explosão aconteceu em Beit Lahiya, cidade do norte da Faixa de Gaza que foi cenário de intensos combates entre forças israelenses e militantes palestinos durante a guerra recente de um mês.

Um cessar-fogo de três dias, vigente desde segunda-feira, deu aos palestinos uma chance de procurar munições não detonadas.

A força policial de Gaza disse que lamenta a morte de seus três homens: o líder do esquadrão de bombas local, seu vice e mais um policial, mortos quando uma bomba israelense explodiu.

A ministra italiana das Relações Exteriores, Federica Mogherini, ofereceu as condolências de seu governo à família do jornalista Simone Camilli e declarou que sua morte destaca a urgência de uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio.

A Associated Press disse que Camilli, um cinegrafista, trabalhava na agência de notícias norte-americana desde 2005.

O papa Francisco, que vem pedindo reiteradamente uma trégua em Gaza, conduziu uma rápida oração com os jornalistas que o acompanhavam a uma visita à Coreia do Sul.

"Eu proponho uma oração em silêncio por Simone Camilli, um dos nossos, que nos deixou hoje enquanto trabalhava", disse o pontífice a bordo do voo, acrescentando: "Estas são as consequências da guerra."

"Vamos torcer pela paz", disse Francisco, referindo-se também aos combates na Ucrânia, no Iraque e na Síria. "O que está acontecendo agora é terrível."

(Por Nidal al-Mughrabi; com reportagem adicional de Isla Binnie, em Roma; e de Philip Pullella, no avião papal)

Reuters