Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em entrevista coletiva na embaixador do Equador em Londres. 18/08/2014 REUTERS/John Stillwell/pool

(reuters_tickers)

LONDRES (Reuters) - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que está há mais de dois anos na embaixada do Equador em Londres para evitar ser extraditado para a Suécia, disse nesta segunda-feira que planeja deixar o edifício "em breve", mas seu porta-voz afirmou que isso somente poderia acontecer se a Grã-Bretanha permitir.

A Grã-Bretanha tem repetido que não vai recuar e que suas leis devem ser seguidas, motivo pelo qual Assange deve ser extraditado para a Suécia para enfrentar as acusações de abuso sexual e estupro, crimes negados por ele. Assange pode ser preso se deixar o prédio por ter violado as regras britânicas sobre fiança.

Os comentários de Assange levantaram a possibilidade de ele deixar a embaixada, onde se encontra refugiado desde junho de 2012. Mas seu porta-voz disse depois à Reuters que ele somente poderia sair se o governo britânico "retirar o cerco do lado de fora". Assange não tem a intenção de se entregar à polícia, disse o porta-voz.

O australiano de 43 anos alega ter medo de, caso a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, ser extraditado em seguida para os Estados Unidos, onde ele pode ser processado por um dos maiores vazamentos de informações sigilosas da história dos EUA.

"Estarei deixando a embaixada em breve... mas talvez não pelas razões que a imprensa de Murdoch e a Sky News afirmam no momento", disse Assange a jornalistas na embaixada, no centro de Londres, antes de se recusar a esclarecer seus comentários.

A rede britânica Sky News, pertencente em parte à 21st Century Fox, de Rupert Murdoch, havia noticiado anteriormente que Assange estava considerando deixar a embaixada por questões de saúde.

(Reportagem de Kylie MacLellan)

Reuters