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Ex- ministro do Planejamento da Argentina Julio De Vido acena ao chegar ao prédio da Justiça Federal em Buenos Aires 13/04/2016 REUTERS/Marcos Brindicci

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BUENOS AIRES (Reuters) - A Justiça da Argentina ordenou nesta terça-feira a prisão do ex-ministro do Planejamento Julio de Vido por fraudes ao Estado, embora o atual deputado nacional não possa ser preso até que o Congresso retire seu foro parlamentar.

O pedido acontece cinco dias antes de eleições legislativas que irão marcar o retorno político da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner, a chefe de De Vido que governou o país sul-americano de 2007 a 2015 com duros controles sobre a economia.

“Sua liberdade (de De Vido) constitui um risco para o processo em curso, seu encarceramento resulta na única alternativa viável para garantir o êxito desta investigação”, segundo a decisão judicial.

A investigação da Justiça se centra na mina patagônica de Rio Turbio, que segundo a denúncia produz muito menos carvão do que previsto, apesar de receber investimentos multimilionários do governo argentino.

Em julho, houve uma tentativa de vários blocos do Congresso para retirar o foro de De Vido, mas a iniciativa não conseguiu reunir apoio suficiente de deputados e acabou sendo frustrada. Conseguir a remoção da proteção que deputados possuem é algo muito incomum na Argentina.

Cristina, que abandonou neste ano o peronismo, é a principal opositora ao presidente liberal Mauricio Macri, embora pesquisas indiquem que no próximo domingo pode perder por poucos pontos a eleição ao Senado pela província de Buenos Aires para o candidato governista.

A Reuters tentou entrar em contato com o deputado De Vido mas não obteve respostas.

(Reportagem de Nicolás Misculin)

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Reuters