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Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante pronunciamento televisionado, em Teerã 12/06/2009 REUTERS/Caren Firouz

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ANCARA (Reuters) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, disse nesta quarta-feira que Teerã permanecerá no acordo nuclear de 2015 com potências mundiais desde que os outros signatários respeitem o tratado, mas que irá rasgá-lo se os Estados Unidos abandonarem o acordo, relatou a televisão estatal iraniana.

Khamenei fez a declaração cinco dias depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado uma nova abordagem mais rígida em relação ao Irã, se recusando a certificar seu cumprimento do acordo alcançado durante o mandato do antecessor de Trump, Barack Obama, e dizendo que pode encerrar o tratado.

O posicionamento colocou Washington em discordância com outros signatários do acordo --Reino Unido, França, Alemanha, Rússia, China e União Europeia--, que dizem que os Estados Unidos não podem cancelar de maneira unilateral um acordo multilateral consagrado por uma resolução da ONU.

Khamenei agradeceu o apoio dos outros signatários, mas disse que não é suficiente. "A Europa precisa se opor a medidas práticas tomadas pelos Estados Unidos", disse. Se Trump abandonar o acordo, "o Irã o rasgará", afirmou.

Khamenei também disse que o Irã está determinado a continuar com seu contestado programa de mísseis balísticos, apesar da pressão da Europa e dos Estados Unidos para suspendê-lo. Teerã disse que está desenvolvendo mísseis apenas para fins de defesa.

"Eles precisam parar de interferir em nosso programa de defesa", disse Khamenei. "Eles (europeus) perguntam por que o Irã tem mísseis? Por que vocês próprios têm mísseis? Por que vocês têm armas nucleares? Nós não pensamos que é aceitável que os europeus se juntem aos Estados Unidos em seu bullying".

(Reportagem de Parisa Hafezi)

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