Conteúdo externo

O seguinte conteúdo vem de parceiros externos. Nós não podemos garantir que esse conteúdo seja exibido sem barreiras.

Manifestantes contra independência da Catalunha carregam bandeira da Espanha durante protesto em Barcelona 08/10/2017 REUTERS/Enrique Calvo

(reuters_tickers)

Por Sam Edwards e Paul Day

BARCELONA/MADRI (Reuters) - O líder da Catalunha, Carles Puigdemont, passou a sofrer pressão intensa nesta segunda-feira para desistir dos planos de declarar independência depois que centenas de milhares de manifestantes contrários à separação da região do restante da Espanha foram às ruas no fim de semana para protestar contra a secessão.

A Espanha teme que o Parlamento catalão vote pela independência na terça-feira, quando Puigdemont deve discursar à Assembleia na esteira do referendo de 1º de outubro, no qual as autoridades catalãs disseram que a maioria da população votou a favor da independência

Pela lei do referendo da Catalunha, que Madri considerou inconstitucional, uma votação a favor da independência na terça-feira iniciaria um processo de seis meses que contemplaria conversas com a Espanha sobre a divisão antes de eleições regionais e um ato final de separação.

Mas o governo espanhol, estimulado pelos protestos de domingo em Barcelona, a capital catalã, deixou claro nesta segunda-feira que reagirá imediatamente a qualquer votação deste tipo.

"Estou pedindo às pessoas sensatas do governo catalão... não saltem do precipício porque levarão as pessoas com vocês", disse a vice-primeira-ministra espanhola, Soraya Sáenz de Santamaría, em uma entrevista à rádio Cope.

"Se houver uma declaração unilateral de independência, serão tomadas decisões para restaurar a lei e a democracia".

O premiê espanhol, Mariano Rajoy, não descartou destituir o governo da Catalunha e convocar eleições regionais se a região reivindicar a independência.

As apostas são altas, uma vez que a Espanha enfrenta sua maior crise política desde que voltou a ser uma democracia quatro décadas atrás.

Perder a Catalunha, que tem língua e cultura próprias, privaria a Espanha de um quinto de sua produção econômica e mais de um quarto de suas exportações. Diversas empresas e bancos sediados em solo catalão já transferiram suas bases legais para outras regiões.

A crise também ressuscitou divisões antigas em uma nação na qual o fascismo é uma lembrança viva que vem à tona facilmente diante de demonstrações contundentes do nacionalismo.

A União Europeia tampouco mostrou interesse em uma Catalunha independente, apesar de Puigdemont ter pedido uma mediação de Bruxelas para a crise. A França, que faz fronteira com a região, disse nesta segunda-feira que não reconheceria uma declaração unilateral de independência.          

(Reportagem adicional de Raquel Castillo e Robert Hetz, em Madri; Elisabeth O'Leary, em Edimburgo; e Madeline Chambers, em Berlim)

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

Reuters