BERLIM (Reuters) - O líder influente da ala jovem do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD) alertou nesta quarta-feira que a sigla não deveria sair do governo às pressas, uma mudança de tom notável em alguém conhecido como um cético da aliança com a chanceler Angela Merkel.

Visto por parte da mídia alemã como o poder por trás da nova liderança de esquerda do SPD, cuja eleição provocou dúvidas sobre a coalizão com os conservadores de Merkel, Kevin Kuehnert pode convencer alguns membros em uma reunião partidária crucial que começa na sexta-feira.

"Qualquer um que deixe uma coalizão cede algum controle", disse Kuehnert ao jornal Rheinische Post nesta quarta-feira.

Ele disse que os delegados presentes na conferência do partido, na qual se debaterá o futuro da coalizão, devem levar isso em consideração. "Não porque deveriam ficar assustados, mas porque as decisões devem ser refletidas até o fim", acrescentou.

Mais tarde, ele tentou conter a tempestade midiática causada por sua reviravolta, dizendo que cabe aos delegados da conferência decidir o que fazer.

"Não tenho medo de entrar em uma campanha eleitoral com o SPD nos próximos três meses se tiver que ser assim", disse ele em um vídeo publicado no Twitter. "Isso não dará errado por minha causa."

O apoio ao berlinense de 30 anos e sua ala jovem Jusos deu um grande impulso à campanha de Norbert Walter-Borjans e Saskia Esken, que venceram a disputa da liderança no sábado e querem renegociar o acordo de coalizão.

Não está claro o quão dispostos os conservadores estão para acomodar novas exigências do SPD, e se eles as recusarem, a maior economia europeia pode ter que lidar com uma eleição antecipada ou um governo de minoria.

(Por Madeline Chambers)

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