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Líder dos democratas no Senado dos EUA, Chuck Schumer. 04/01/2017. REUTERS/Jonathan Ernst

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Por Steve Holland

WASHINGTON (Reuters) - O líder dos democratas no Senado dos Estados Unidos, Chuck Schumer, criticou o que ele chamou de pressa indevida para confirmar as nomeações do presidente eleito Donald Trump para vários cargos importantes, dizendo na segunda-feira que elas precisam de um exame mais aprofundado.

As audiências começam na terça-feira para as escolhas do republicano para cargos de alto escalão, começando com o senador Jeff Sessions, indicado para ser o procurador-geral, e o general aposentado John Kelly, a escolha de Trump para secretário da segurança interna.

Schumer disse que os candidatos de Trump, muitos dos quais com longa experiência em grandes empresas e bancos, como a Exxon Mobil Corp e o Goldman Sachs, devem ser cuidadosamente examinados para evitar conflitos de interesse.

"Nós não estamos fazendo isso por esporte. Os democratas sentem muito fortemente que pressionar por um exame cuidadoso e aprofundado é a coisa certa a fazer", disse Schumer em um discurso.

Os republicanos, que detêm a maioria no Senado, afirmam que as objeções do Partido Democrata são de ordem política, lembrando que há oito anos foram rápidos para confirmar as indicações do presidente democrata Barack Obama, aprovando sete delas no dia em que começou seu primeiro mandato.

Schumer disse que alguns dos candidatos de Trump não concluíram um processo de revisão conduzido pelo Escritório de Ética do Governo dos EUA.

O porta-voz de transição de Trump, Sean Spicer, disse na segunda-feira que cada candidato com uma audiência nesta semana completou todos os requerimentos necessários.

"Todo mundo será devidamente examinado como no passado", disse o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, falando em Nova York, após se reunir com Trump nesta segunda-feira.

Ele disse que espera confirmar seis ou sete indicados à segurança nacional até Trump tomar posse em 20 de janeiro.

Trump precisa manter os 52 republicanos no Senado, de 100 cadeiras, ao seu lado para garantir a maioria simples de votos necessários para a confirmação dos indicados.

Uma das audiências mais controversas poderá ser a de Rex Tillerson, nomeado para secretário de Estado.

O desejo declarado de Trump de relações mais próximas com a Rússia está em xeque depois que agências de inteligência dos EUA concluíram que Moscou usou ciberataques e outros métodos para tentar influir as eleições presidenciais norte-americanas em favor do republicano, em detrimento da democrata Hillary Clinton.

Republicanos, incluindo os senadores John McCain e Lindsey Graham, veteranos em questões de política externa e segurança, manifestaram preocupações sobre os laços de Tillerson com a Rússia durante seu período como presidente-executivo da Exxon Mobil. Membros da equipe de transição expressaram confiança de que Tillerson terá o apoio dos dois senadores.

Reuters