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Líder iraniano chama Israel de "cão raivoso" e pede ajuda para armar palestinos

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acena para a multidão na cidade sagrada de Qom em foto de arquivo de outubro de 2010. 19/10/2010.REUTERS/Khamenei.ir reuters_tickers
Este conteúdo foi publicado em 29. julho 2014 - 16:42

DUBAI (Reuters) - O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, chamou Israel na terça-feira de "cão raivoso" por seus ataques a Gaza, e exortou os muçulmanos a armar os palestinos e capacitá-los a combater o que ele chamou de genocídio.

Cerca de 1.087 moradores de Gaza, a maioria civis, foram mortos em 22 dias de combates entre Israel e os militantes palestinos na Faixa de Gaza. De outro lado, 53 soldados israelenses e três civis morreram como resultado de bombardeios palestinos.

Em um discurso marcando o fim do mês de jejum muçulmano do Ramadã, Khamenei criticou os Estados Unidos e os países europeus pelo que ele disse serem esforços para limitar a capacidade militar dos combatentes palestinos no enclave.

Sobre Israel, ele disse: "Este cão raivoso, este lobo voraz, tem atacado pessoas inocentes e a humanidade deve apresentar uma reação. Isto é um genocídio, uma catástrofe de escala histórica."

"Eles estão atingindo pessoas inocentes dia e noite e estes homens, mulheres e crianças estão se defendendo com meios mínimos, e agora americanos e europeus querem tirar até isso deles... para que essas feras impiedosas possam atingí-los sem preocupações."

Khamenei denunciou o que ele disse ser uma decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para desarmar os palestinos - uma aparente referência à oposição dos Estados Unidos aos esforços do Hamas, o grupo islâmico que controla Gaza, para a obtenção de armas, como mísseis e foguetes. Washington vê o Hamas como uma organização terrorista.

Khamenei disse que o Irã tem uma posição oposta sobre armar os palestinos.

"Todo mundo, quem tem os meios, especialmente no mundo islâmico, deve fazer o que puder para armar a nação palestina ... o regime sionista lamenta profundamente ter começado isso (esta guerra), mas não há saída."

Israel lançou sua ofensiva em 8 de julho para impedir ataques de foguetes do Hamas e seus aliados. Mais tarde, ordenou uma invasão por terra para encontrar e destruir o labirinto de túneis do Hamas que cruza a região da fronteira.

Teerã está em desacordo com as potências ocidentais sobre uma série de questões de política externa, incluindo seu programa nuclear e seu apoio ao Hamas, ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, e ao movimento militante xiita libanês Hezbollah.

O discurso de Khamenei a uma multidão de centenas de milhares em Teerã foi transmitido ao vivo pela televisão estatal. Khamenei foi acompanhado por autoridades do governo.

(Reportagem de Mehrdad Balali)

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