Por Josh Smith

SEUL (Reuters) - Kim Jong Un cavalgou um cavalo branco novamente quando a Coreia do Norte anunciou nesta quarta-feira que em breve convocará uma reunião rara dos líderes do partido governista, medidas que analistas dizem poder sinalizar preparativos para uma postura mais agressiva com a comunidade internacional.

Pela segunda vez em dois meses, Kim visitou a montanha sagrada norte-coreana Paektu a cavalo, desta vez acompanhado por autoridades militares de alta patente, com a meta de instilar um "espírito revolucionário" no povo, relatou a agência de notícias estatal KCNA.

Kim vem alertando os Estados Unidos que o país tem até o final do ano para oferecer mais concessões para retomar as conversas de desnuclearização, ou a Coreia do Norte buscará um "novo caminho" não especificado. Analistas acreditam que isso pode incluir o reinício dos lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais ou testes nucleares.

Os EUA pediram que a Coreia do Norte abdique de porções consideráveis de seu arsenal nuclear antes de suavizar sanções internacionais ao país, e Pyongyang acusa Washington de exigências "típicas de gângsteres" para um desarmamento unilateral.

Falando em Washington na terça-feira, o representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, disse que seu país não desistirá das conversas com Pyongyang.

Anteriormente Biegun minimizou o prazo do final do ano, classificando-o como "artificial" e alertando que seria "um erro enorme e uma oportunidade desperdiçada" para a Coreia do Norte adotar qualquer provocação.

Mas a mídia estatal norte-coreana vêm mantendo um fluxo constante de comunicados nas últimas semanas, dizendo que Washington não deveria ignorar o alerta e desdenhando os pedidos norte-americanos de conversas por vê-los como uma tática protelatória.

O anúncio de que uma Reunião Plenária do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores da Coreia ocorrerá em algum momento do final de dezembro sublinha como a nação está determinada a tomar uma grande decisão, segundo analistas.

Muitos destes encontros aconteceram quando a Coreia do Norte anunciou grandes mudanças em suas diretrizes.

A KCNA disse que a sessão plenária debaterá e decidirá "questões cruciais" à luz da "situação alterada em casa e no exterior".

A data desta sessão plenária é incomum porque ela ocorrerá antes do prazo do final do ano e do já esperado pronunciamento de final do ano de Kim, disse Rachel Minyoung Lee, analista do NK News, site que monitora a Coreia do Norte.

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